Vorcaro quer entregar pouco, pagar quase nada e ainda sair bilionário: Mendonça rejeita, endurece e tem a receita para que ele “abra o bico”

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O banqueiro Vorcaro quer negociar uma delação premiada que exclui o ministro Alexandre de Moraes do rol de autoridades a serem delatadas. Preso desde 4 de março, o empresário apresentou a proposta ao ministro André Mendonça. O jornalista Mario Sabino revelou os detalhes da negociação no site Metrópoles.

A proposta prevê que Vorcaro não realize o ressarcimento integral das vítimas das fraudes bilionárias. A defesa busca ainda prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica em substituição ao regime fechado. Os advogados tentam estabelecer um acordo de colaboração premiada que limitaria o alcance das delações. O objetivo é reduzir as consequências penais e financeiras para Vorcaro.

Vorcaro estaria disposto a fornecer informações sobre o ministro Dias Toffoli. As informações se relacionam ao resort Tayayá e à participação acionária do magistrado. O ministro Nunes Marques também constaria entre os possíveis alvos da delação. A exclusão de Moraes representa o ponto central da proposta.

Essa abordagem contraria o modelo tradicional de delação premiada. O colaborador deve fornecer todas as informações relevantes de que dispõe.

A proposta inclui ainda a dispensa de cumprimento de pena em regime fechado. Vorcaro busca evitar o que Sabino descreveu como "pegar cana de verdade por algum tempo".

O acordo proposto prevê ainda que o banqueiro não realize o ressarcimento integral das vítimas. A defesa busca estabelecer condições que reduzam o impacto financeiro sobre o patrimônio do investigado.

Mendonça imediatamente rejeitou os termos apresentados. O ministro comunicou sua recusa quando os advogados de Vorcaro propuseram deixar Moraes fora do acordo.

O relator ainda deixou claro que não participa de encontros reservados com investigados fora do ambiente formal dos autos processuais e estabeleceu que não cabe à defesa determinar previamente quais autoridades serão incluídas no depoimento de colaboração premiada.

A postura do relator indica que eventuais negociações devem seguir os parâmetros legais estabelecidos.

Por fim o jornalista Mario Sabino dá a receita para que Mendonça supere todas essas dificuldades e faça Vorcaro delatar todos os envolvidos:

“As dificuldades enfrentadas por Mendonça só serão insuperáveis se a imprensa deixar de fazer o seu trabalho de ajudar a PF, que quer revelar tudo, e constranger a PGR, que gostaria de não revelar nada. É o trabalho da imprensa que mantém vivos o clamor público e a esperança de que ele ultrapasse as fronteiras das redes sociais e ganhe as ruas, em manifestações legítimas que obriguem a casta brasiliense a tomar o caminho certo.”

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