Estranhamente, Banco Central determina sigilo em documentos sobre liquidação do Master

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O Banco Central (BC) decidiu restringir o acesso a documentos relacionados à liquidação extrajudicial do Banco Master, estabelecendo um período de sigilo de oito anos. A medida foi revelada por meio da Lei de Acesso à Informação.

De acordo com o BC, a divulgação imediata dessas informações poderia gerar impactos negativos na estabilidade financeira, econômica e monetária do país. A classificação de sigilo foi determinada pelo presidente da instituição, Gabriel Galípolo, em novembro do ano passado, fixando o prazo de restrição até novembro de 2033.

A limitação de acesso abrange diferentes peças do processo de liquidação. Segundo o órgão regulador, a eventual liberação do conteúdo poderia prejudicar atividades sensíveis, como ações de inteligência, além de interferir em investigações e procedimentos de fiscalização ainda em andamento.

A decisão também passou a ser alvo de questionamentos por parte de órgãos de controle. No final de março, o ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), solicitou esclarecimentos ao Banco Central, pedindo a identificação precisa dos trechos que deveriam permanecer sob sigilo.

O relator ainda levantou a possibilidade de divulgação parcial dos documentos, como forma de garantir maior transparência sem comprometer aspectos estratégicos. Essa iniciativa integra o acompanhamento do caso pelo TCU, que vem analisando os desdobramentos da liquidação.

Antes mesmo da atuação do Banco Central, o Banco Master já havia apresentado defesa ao tribunal, contestando suspeitas levantadas no processo. A instituição negou a existência de risco sistêmico ou falhas em sua gestão.

Entre os pontos analisados está uma operação de R$ 12,2 bilhões envolvendo o Banco de Brasília (BRB), que passou a ser examinada pela Corte de Contas. O Ministério Público junto ao TCU apontou possíveis impactos dessa transação para o BRB.

Em resposta, o Banco Master sustentou que não houve omissão por parte do Banco Central e rejeitou qualquer irregularidade na operação. A instituição também solicitou o arquivamento do processo, em manifestação enviada no dia 28 de maio de 2025.

Por fim, o banco declarou não haver evidências que indiquem insolvência, má administração ou descumprimento de normas, reforçando sua posição diante das apurações em curso.

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da Redação Ler comentários e comentar