AO VIVO: Nordeste em transformação. Pesquisa Veritá mostra colapso da vantagem de Lula em estados-chave (veja o vídeo)

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A nova pesquisa do Instituto Veritá, divulgada em 5 de abril, revela um movimento silencioso — e potencialmente decisivo — no principal reduto eleitoral de Lula: o Nordeste.

A comparação direta com os resultados do primeiro turno de 2022 expõe uma tendência clara: queda consistente do petista e avanço relevante da direita, representada por Flávio Bolsonaro.

Não se trata de oscilação pontual. É mudança de estrutura.

ALAGOAS

2022 (1º turno):

        •      Lula: 56,50%

        •      Bolsonaro: 36,05%

Veritá 2026:

        •      Flávio Bolsonaro: 59,0%

        •      Lula: 30,8%

Leitura:

Aqui está o dado mais disruptivo.

        •      Lula cai –25,7 pontos

        •      A direita salta de 36% para 59%

Isso não é desgaste.

É inversão de hegemonia.

SERGIPE

2022 (1º turno):

        •      Lula: 63,82%

        •      Bolsonaro: 29,16%

Veritá 2026:

        •      Lula: 51,3%

        •      Flávio Bolsonaro: 39,1%

Leitura:

        •      Lula perde –12,5 pontos

        •      A direita cresce +10 pontos

A vantagem ainda existe — mas está encolhendo rápido.

PIAUÍ

2022 (1º turno):

        •      Lula: 74,25%

        •      Bolsonaro: 19,90%

Veritá 2026:

        •      Lula: 54,5%

        •      Flávio Bolsonaro: 36,1%

Leitura:

        •      Lula despenca –19,7 pontos

        •      A direita quase dobra

O estado mais lulista do país começa a mostrar fissuras.

MARANHÃO

2022 (1º turno):

        •      Lula: 68,84%

        •      Bolsonaro: 26,02%

Veritá 2026:

        •      Lula: 46,7%

        •      Flávio Bolsonaro: 45,3%

Leitura:

Aqui está o ponto mais crítico:

        •      Lula perde –22 pontos

        •      A direita sobe +19 pontos

        •      Empate técnico

O Maranhão, historicamente dominado pela esquerda, entra em zona de disputa real.

O QUE ESTÁ ACONTECENDO (ANÁLISE ESTRATÉGICA)

Esse movimento confirma três vetores estruturais:

1. Erosão do voto automático em Lula. O Nordeste sempre foi base consolidada. Agora começa a exigir convencimento.

2. Transferência de capital político do bolsonarismo. Mesmo sem Jair Bolsonaro, o eleitor permanece — e migra para um novo nome.

Isso já aparece nacionalmente:

        •      Flávio Bolsonaro chegou a empatar tecnicamente com Lula em cenários diretos  

3. Redução da margem decisiva

Eleições no Brasil não são vencidas apenas no Sudeste.

Historicamente:

“Quem vence no Nordeste, vence no Brasil.”

Se essa margem diminui, o jogo inteiro muda.

CONCLUSÃO

Os dados mostram algo que poucos estão dizendo com clareza:

Lula não está apenas oscilando.

Ele está perdendo terreno onde sempre foi dominante.

E mais importante:

A direita não está apenas crescendo.

Ela está ocupando espaço onde antes não existia.

Se essa tendência se consolidar, o cenário de 2026 deixa de ser previsível — e passa a ser competitivo de verdade.

O Nordeste ainda não virou. Mas já deixou de ser garantido.

E, em eleição presidencial, isso muda tudo.

Veja o vídeo:

Foto de Emílio Kerber Filho

Emílio Kerber Filho

Escritor e Estrategista Político. Autor do livro: 20 Dias para a Vitória: Os bastidores de uma campanha surpreendente e as estratégias que levaram à vitória eleitoral

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