Filhas planejaram o assassinato da mãe e o pai ajudou, conclui a polícia sobre crime ocorrido no Natal de 2025
07/04/2026 às 20:08 Polícia
A Polícia Civil do Tocantins finalmente concluiu a investigação sobre o assassinato da empresária e servidora pública Deise Carmem de Oliveira Ribeiro, de 55 anos. As filhas da vítima, Déborah de Oliveira Ribeiro e Roberta de Oliveira Ribeiro, foram indiciadas. O marido José Roberto Ribeiro também foi indiciado por participação na eliminação de registros após o crime.
O corpo de Deise Carmem foi encontrado no dia 1º de janeiro de 2026. Um morador da região avistou o cadáver boiando no Rio Santa Tereza, em área rural. O corpo estava em estado avançado de decomposição. A empresária havia desaparecido logo após o Natal de 2025.
A 94ª Delegacia de Polícia de Peixe conduziu o inquérito. A 8ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado de Gurupi prestou apoio. As apurações indicaram que o crime teria sido motivado por conflitos familiares e interesses financeiros. O delegado João Paulo Sousa Ribeiro, responsável pelo caso, afirmou que as filhas viam a mãe como um "obstáculo" para acessar os bens da família.
As investigações revelaram que as suspeitas adquiriram um aparelho celular registrado em nome da vítima. Após o assassinato, as filhas utilizaram o dispositivo para enviar mensagens aos parentes. As mensagens simulavam que a empresária havia deixado a cidade por vontade própria. A tática tinha como objetivo atrasar as buscas e desviar a atenção dos investigadores.
O assassinato ocorreu no dia 26 de dezembro de 2025. Deise Carmem foi levada para uma área rural próxima à Vila Quixaba. No local, a vítima foi morta com vários golpes de faca. O corpo foi descartado no Rio Santa Tereza. Permaneceu no rio até ser encontrado seis dias depois.
O delegado João Paulo Sousa Ribeiro declarou que "a investigação demonstrou, de forma consistente, a premeditação e a atuação conjunta das investigadas, que utilizaram inclusive meios tecnológicos para tentar ocultar o crime". Os três indiciados estão presos preventivamente desde fevereiro de 2026. A Justiça determinou a custódia cautelar naquele mês.
O inquérito policial foi finalizado. O material foi encaminhado para análise do Ministério Público Estadual do Tocantins. Caberá aos promotores de Justiça avaliar os elementos reunidos durante a investigação. Os promotores decidirão se apresentam denúncia criminal contra os três indiciados. A partir da eventual denúncia, o caso seguirá para a fase judicial.
A defesa técnica de Déborah de Oliveira Ribeiro, Roberta de Oliveira Ribeiro e José Roberto Ribeiro divulgou nota sobre a conclusão das investigações. Os advogados informaram que receberam com absoluta serenidade o relatório final apresentado pela autoridade policial em 1º de abril de 2026. Segundo a defesa, a conclusão do inquérito é uma etapa natural do rito processual.
Os defensores afirmaram que a finalização da investigação representa o início da oportunidade de confrontar judicialmente as hipóteses levantadas na fase inquisitorial. A defesa reconheceu o trabalho desempenhado pela Polícia Judiciária e pela Superintendência da Polícia Científica do Estado do Tocantins. Os advogados ressaltaram que inúmeras lacunas fundamentais restam a ser preenchidas.
Na nota divulgada, os advogados sublinharam que a narrativa policial, em diversos pontos, carece de lastro probatório técnico. A defesa afirmou que as conclusões se baseiam em interpretações que serão devidamente contestadas no foro adequado. Os defensores destacaram que a própria autoridade policial, em seu relatório final, admitiu não ter reunido elementos suficientes para vincular José Roberto à execução do homicídio ou à ocultação do cadáver.
Segundo os defensores, o indiciamento de José Roberto Ribeiro restringe-se exclusivamente a uma suposta supressão de mensagens digitais. Os advogados argumentam que esse fato afasta qualquer participação do acusado nos crimes investigados. A defesa técnica indicou que apresentará contestação detalhada das conclusões policiais durante a tramitação judicial do processo, caso o Ministério Público ofereça denúncia contra os investigados.
A defesa informou que tomará todas as medidas legais cabíveis para assegurar que o contraditório e a ampla defesa sejam exercidos em sua plenitude. Os advogados manifestaram confiança de que, sob o crivo do Poder Judiciário e com a devida paridade de armas, as lacunas existentes serão sanadas. Os defensores afirmaram que esperam o restabelecimento da justiça e da verdade real sobre os fatos. A defesa diz que permanece à disposição das autoridades e da sociedade, reiterando o compromisso com a legalidade e a presunção de inocência.
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da Redação