
Presidente do BC desmente Lula, isenta Roberto Campos e deixa o Planalto em "fúria"

09/04/2026 às 18:14 Economia

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira (8), durante depoimento à CPI do Crime Organizado no Congresso Nacional, que não há indícios de irregularidades por parte de seu antecessor, Roberto Campos Neto, no caso envolvendo o Banco Master.
A declaração contrariou expectativas de integrantes do governo Lula e ampliou tensões internas.
A fala foi recebida com surpresa nos bastidores do Planalto, onde havia a expectativa de um posicionamento mais crítico em relação à gestão anterior da autoridade monetária. Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva esperavam que o depoimento pudesse reforçar a linha política adotada pelo governo sobre o episódio.
Antes da participação na CPI, a presença de Galípolo no colegiado havia sido discutida por Lula com assessores próximos. A avaliação interna era de que sua manifestação poderia contribuir para sustentar a narrativa de que o escândalo teria ligação com decisões — ou omissões — da gestão anterior do Banco Central.
Nos últimos meses, membros do governo e do Partido dos Trabalhadores vinham apontando possível responsabilidade da administração anterior, indicada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, durante a oitiva, Galípolo afastou essa hipótese de forma direta.
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