Filho mata a própria mãe por causa de briga por conta de luz
11/04/2026 às 20:41 Polícia
A Polícia Civil prendeu Jorge Miguel da Silva, de 27 anos, suspeito de assassinar a própria mãe em Campo Belo, no sul de Minas Gerais. O crime aconteceu no domingo (5), feriado de Páscoa. A vítima foi identificada como Rosilene Pedrão da Silva Pereira, de 52 anos.
A prisão ocorreu no decorrer da semana. O suspeito manteve o corpo da mãe escondido nos fundos da residência por três dias. O caso está sendo investigado como feminicídio.
Segundo o depoimento prestado à Polícia Civil, Jorge Miguel afirmou ter repassado dinheiro à mãe para quitar a conta de energia elétrica. O fornecimento de energia teria sido interrompido pela companhia. Esse fato gerou o conflito entre mãe e filho. Rosilene teria dado um tapa no rosto do filho durante a discussão.
"Após o desentendimento, ele saiu de casa, retornou pouco depois e continuou a discussão, momento em que matou a mãe com um golpe no pescoço", declarou a delegada Rafaela Santos Franco, responsável pelas investigações. A autoridade policial classificou a motivação do crime como fútil.
Na terça-feira (7), dois dias após o assassinato, Jorge Miguel compareceu à delegacia. Ele registrou um boletim de ocorrência relatando o suposto desaparecimento de Rosilene. O suspeito alegou que a mãe fazia uso de álcool e drogas. Afirmou também que ela já havia desaparecido em outras ocasiões.
As investigações apontaram que a vítima estava em tratamento. Rosilene apresentava condição estável nos dias que antecederam o crime. A polícia considerou a versão do filho como uma tentativa de desviar a atenção dos investigadores.
Amigas de Rosilene procuraram a equipe policial. Elas informaram que a mulher poderia ter sido assassinada por Jorge Miguel.
Segundo a polícia, quando a equipe chegou na casa de Rosilene, o filho liberou a entrada e, em seguida, os policiais encontraram o corpo, conforme informações divulgadas pela corporação.
Um comerciante entregou aos policiais uma machadinha que teria sido levada por Jorge Miguel para afiação pouco antes do crime. O comerciante relatou que o suspeito solicitou o serviço com urgência. Entretanto, objeto não foi utilizado no assassinato.
Testemunhas ouvidas pela polícia afirmaram que o suspeito já havia agredido a mãe em outras ocasiões. Rosilene chegou a procurar a delegacia anteriormente para denunciar as agressões. Esse histórico de violência reforça a caracterização do crime como feminicídio.
Jorge Miguel da Silva está detido no presídio de Campo Belo. Ele deve responder criminalmente por feminicídio e ocultação de cadáver. As duas acusações podem resultar em penas que ultrapassam 40 anos de prisão em caso de condenação.
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da Redação