Homem foragido há mais de 30 anos que matou ex-esposa com 72 facadas é entregue pelo Paraguai a PF

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O relógio da justiça, embora lento, não parou para Marcos Panissa. Após mais de três décadas vivendo nas sombras da clandestinidade, o homem condenado pelo assassinato da própria ex-esposa em 1989, em Londrina, foi finalmente capturado. A prisão ocorreu nesta semana no Paraguai, encerrando um hiato de 31 anos de fuga que desafiou as autoridades brasileiras.

O crime foi cometido em 1989, no Brasil, quando Panissa assassinou a ex-esposa com 72 golpes de faca. Após o homicídio, ele fugiu do país e permaneceu fora do radar das autoridades por mais de 30 anos. Segundo as investigações, ele conseguiu se estabelecer no Paraguai utilizando identidade falsa em nome de José Carlos Vieira, com a qual obteve documentos paraguaios e passou a viver de forma discreta.

Inicialmente, o foragido residiu no departamento de Concepción, onde formou uma família. Posteriormente, mudou-se para a cidade de San Lorenzo, onde mantinha atividades comerciais ao lado da companheira. Após o monitoramento e a confirmação de sua verdadeira identidade, ele foi detido ao meio-dia dessa quarta-feira (16), em via pública.

No mesmo dia, o brasileiro foi transferido para Ciudad del Este e, por volta das 23h, após trâmites migratórios, foi expulso do Paraguai pela Ponte Internacional da Amizade. Ele foi então entregue às autoridades da Polícia Federal do Brasil, que darão continuidade aos procedimentos legais.

Marcos Panissa foi condenado a mais de 20 anos de prisão pelo assassinato da ex-esposa, Fernanda Estruzani Panissa, morta com 72 facadas em Londrina, no norte do Paraná, em 6 de agosto de 1989. À época, ele tinha 23 anos e confessou o crime, alegando ciúmes e inconformismo com o novo relacionamento da vítima, que tinha 21 anos.

Em 1991, Panissa foi condenado a 20 anos e 6 meses de prisão, mas a defesa recorreu e conseguiu um novo julgamento. No ano seguinte, ele recebeu pena de 9 anos, porém o Ministério Público recorreu, e o júri foi anulado por irregularidades e decisão contrária às provas. Em 1995, no dia marcado para um terceiro julgamento, o réu não compareceu, teve a prisão preventiva decretada e passou a ser considerado foragido.

Com uma mudança na lei, em 2008, ele foi julgado à revelia — quando o réu não precisa estar presente — e novamente condenado a 20 anos e 6 meses de prisão. Como não foi localizado, nunca começou a cumprir a pena. Em 2018, a Justiça alertou que, caso não fosse encontrado até novembro de 2028, o crime poderia prescrever. Panissa chegou a ser incluído na lista de procurados da Interpol, que mantém alertas internacionais para localização de foragidos.

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