Família de brasileira morta na Espanha contesta versão das autoridades e cobra investigação
16/04/2026 às 11:38 Internacional
A família de Gisele Fernanda Teodoro Meira, de 32 anos, cobra providências das autoridades espanholas para esclarecer as circunstâncias de sua morte no país europeu. Natural de Curitiba, Gisele vivia em Oliva, na região de Valência, desde dezembro do ano passado, para onde se mudou com o namorado, Joel Lewandowski, em busca de novas oportunidades. O caso foi inicialmente registrado como suicídio, mas os parentes contestam a versão e apontam irregularidades na condução da investigação.
Nesse sentido, um advogado espanhol, radicado em Valência, passou a atuar no caso. A entrada do profissional foi confirmada pela advogada da família em Curitiba, Carina Goiatá, que acompanha o caso no Brasil.
Segundo Carina, o objetivo é acompanhar de perto as investigações e tentar destravar a apuração sobre as circunstâncias da morte. Até o momento, nem a polícia nem a imprensa local divulgaram detalhes sobre o ocorrido, que segue cercado de dúvidas.
O advogado espanhol deve atuar diretamente junto às autoridades do país, enquanto a defesa da família no Brasil articula medidas com o consulado brasileiro. A expectativa é que a cooperação entre os profissionais nos dois países ajude a esclarecer o que aconteceu com a jovem.
Gisele se mudou para a Espanha em dezembro do ano passado e havia pago seis meses de aluguel adiantado. Ao chegar ao imóvel, ela encontrou o local já ocupado por outros dois imigrantes e passou a dividir a residência com eles.
No dia 30 de março, o namorado encontrou a brasileira morta. A versão inicial apresentada às autoridades aponta para um possível suicídio, mas a família contesta essa hipótese e insiste em novos esclarecimentos.
De acordo com os familiares, ninguém acionou a polícia no momento da ocorrência, o que até agora impede a abertura formal de um inquérito no país europeu. Com a assistência jurídica na Espanha, uma denúncia deve ser formalizada para que o caso seja reavaliado.
O consulado brasileiro também deve solicitar uma investigação mais detalhada às autoridades locais. O corpo de Gisele permanece retido e só será liberado após a conclusão da perícia oficial.
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da Redação