Em meio ao caos na Segurança, Lula descumpre compromisso e delegados da PF formalizam insatisfação

Ler na área do assinante

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal enviou na terça-feira (15) um ofício a Lula formalizando a insatisfação da categoria. O documento registra o descumprimento de compromisso assumido no fim de 2025 pelo então ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. Ele havia prometido propor ao Congresso a criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas.

O Funcoc era a principal reivindicação das categorias de segurança pública federal nos últimos meses. O fundo seria financiado por recursos de origem criminosa. Bens apreendidos e confiscados, valores de acordos judiciais e receitas de apostas alimentariam o mecanismo. O objetivo era fortalecer financeiramente o combate ao crime organizado.

O governo federal editou há dez dias uma medida provisória em resposta à mobilização policial. A MP destina parte dos recursos do Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades fim da Polícia Federal ao custeio de saúde dos policiais federais. A iniciativa não foi bem recebida pelos delegados.

A medida provisória provocou "extrema frustração" entre os delegados. Segundo o ofício, os profissionais "enxergam cada vez mais o rebaixamento da carreira e se preocupam com as reais condições futuras de enfrentamento ao crime organizado".

O documento foi assinado pelo presidente da ADPF, Edvandir Paiva. O texto informa que a categoria foi consultada formalmente sobre a medida provisória. Entre os delegados votantes, 92% entenderam que a iniciativa não atendeu às reivindicações da classe.

A consulta revelou outro dado expressivo. Do total de votantes, 97% acreditam que o governo federal deve reabrir as discussões com a carreira. Os números demonstram o alto grau de insatisfação com o encaminhamento dado pelo Executivo.

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal apresentou uma solicitação específica. A entidade pediu a abertura imediata de mesa de negociação com o Ministério da Justiça e Segurança Pública. A ADPF requer também a participação do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos nas tratativas.

A Magnitsky caiu, mas um dos maiores medos de Moraes ainda está disponível para o povo: o polêmico livro "Supremo Silêncio". A perseguição contra parlamentares, jornalistas e outros absurdos que começaram no famigerado Inquérito das Fakes News foram expostos! Se apresse, a censura está de olho nessa obra! Clique no link abaixo:

https://www.conteudoconservador.com.br/products/supremo-silencio-o-que-voce-nao-pode-saber

Veja a capa:

da Redação Ler comentários e comentar