Estudante de direito da USP, de 23 anos, desaparece na Ucrânia após ir à guerra e já é dado como morto
17/04/2026 às 09:10 Sociedade
O estudante de Direito da Universidade de São Paulo (USP) Igor de Aguiar Amazonas foi declarado “desaparecido em combate” pelas autoridades ucranianas após ir à Ucrânia defender o país na guerra contra a Rússia. A Embaixada do Brasil em Kiev foi notificada sobre a situação do jovem, cuja família já recebe assistência consular do Itamaraty.
O Ministério das Relações Exteriores, por meio de nota, informou que o Itamaraty está em contato contínuo com a família do brasileiro, oferecendo assistência consular em meio à incerteza.
Paralelamente, o grupo de extensão Nexo Governamental XI de Agosto, ligado à Faculdade de Direito do Largo São Francisco e do qual Igor de Aguiar Amazonas fazia parte, publicou uma nota de pesar, afirmando que o rapaz está morto.
“O Nexo Governamental XI de Agosto lamenta o falecimento do seu antigo membro Igor de Aguiar Amazonas, aluno de Direito da Universidade de São Paulo, e manifesta sua solidariedade irrestrita à família e aos amigos”, diz o comunicado.
A Universidade de São Paulo, no entanto, informou que não se manifestará oficialmente por ora, uma vez que ainda não possui informações confirmadas sobre o caso.
A fundadora e presidente do Nexo Governamental XI de Agosto, Liliane Castro, que era próxima de Igor de Aguiar Amazonas, revelou que o jovem viajou para a Ucrânia entre o final de março e o começo de abril. Segundo ela, a motivação de Igor para se juntar aos combates vinha de um desejo profundo de “mudar o mundo”, destacando sua bondade.
Liliane Castro recorda que, nos primeiros dias de sua estadia na Ucrânia, Igor era bastante ativo na internet, mantendo contato com os demais membros do grupo para relatar sua rotina em meio à guerra.
A comunicação com Igor de Aguiar Amazonas foi interrompida de forma abrupta. “E do nada (ele) parou de responder”, disse Liliane Castro.
“Nisso, um membro que era muito próximo dele e conhecia a família, contatou a irmã dele para ver se estava tudo bem. E ela infelizmente nos comunicou sobre o falecimento. Ficamos muito abalados”, relatou a amiga.
A interrupção repentina na comunicação também alertou os parentes de Igor. “Quando ele parou de responder e também de receber as mensagens, a família contatou brasileiros que estavam lá e eles disseram que ele faleceu”, adicionou Liliane.
Em uma página com orientações sobre a participação em conflitos armados em outros países, o Itamaraty aponta para um aumento no número de brasileiros que perdem suas vidas nessas situações. O órgão alerta que a assistência consular pode ser limitada pelos termos dos contratos assinados entre os alistados e as forças armadas de terceiros países.
“Nesse sentido, recomenda-se fortemente que convites ou ofertas de trabalho ou de participação em exércitos estrangeiros sejam recusadas”, adverte o Ministério das Relações Exteriores, sublinhando os riscos e as complexidades envolvidas nesses cenários.
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da Redação