O estranho silêncio dos movimentos afros na denúncia de assédio contra um negro poderoso (veja o vídeo)

Ex-funcionários do Museu Afro Brasil decidiram denunciar por assédio sexual, o poderoso diretor, curador e ativista do movimento negro Emanoel Araújo.

Todas as denúncias foram feitas nas redes sociais e estão investidas de conteúdo extremamente forte e recheadas de detalhes pernósticos.

O primeiro a se manifestar foi o produtor Felinto dos Santos, no último dia 20.

"Hollywood também está aqui".
"Araujo se investe do poder conferido por sua posição de prestígio. É atrás dessa cortina que o mesmo encobre as encoxadas, as passadas de mão, os dizeres invasivos, as ameaças de demissão sem causa justificável, as vexações contra as equipes de profissionais que trabalham na instituição."
Após o relato, Emanoel se defendeu alegando que tudo não passava de retaliação a críticas que ele teria feito no programa Roda Viva à artista plástica Renata Felinto, irmã de seu acusador.

Ato contínuo, mais dois ex-funcionários do museu reforçaram as acusações de Felinto dos Santos.

Newman Costa escreveu na caixa de comentários da postagem de Felinto:

 "Fui um dos assediados por este TRASTE. Não foi pior porque tinha nada a perder e me protegi. Ganhei uma demissão. Nunca toquei no assunto por 'n' motivos. Sabe como é, fogo amigo, blá, blá, blá..."
Mais um denunciante ainda viria a surgir. Raphael Arruda, também ex-funcionário.

Ele conta que decidiu falar sobre seu caso após ler relatos semelhantes, que vieram à tona nos últimos dias, de dois ex-funcionários e enumera quatro situações de abuso:

1) "Ele me viu passando no corredor estreito e veio para cima de mim, falou coisas e lambeu a minha orelha";
2) "Durante uma abertura de exposição pede para um amigo dele tirar uma foto minha (sem meu consentimento) e diz que era para se masturbar depois";
3) "Disse que o dinheiro que gastaria para trocar seu carro preferia gastar para ter meu corpo";
4) "E, claro, já me tocou nos genitais".
O jornalista Augusto Nunes fez um elucidativo comentário sobre o assunto na Rádio Jovem Pan e revelou indignação pelo fato de nenhum Movimento Afro até o momento ter se manifestado.

Os ativistas que normalmente são estridentes com relação a esse tipo de acusação, estão emudecidos. Ninguém dá um pio.

Abaixo, veja o vídeo:

da Redação

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