
R$ 39 milhões descontados de militares foram parar no Banco Master em pouco mais de um ano

20/04/2026 às 08:14 Política

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou transferências de R$ 39 milhões do Exército Brasileiro para o Banco Master. As movimentações ocorreram entre agosto de 2024 e outubro de 2025. O relatório do órgão foi encaminhado à CPI do Crime Organizado.
Os valores correspondem ao pagamento de empréstimos consignados contratados por militares com a instituição financeira de Daniel Vorcaro. O Banco Master foi credenciado para ofertar crédito consignado aos militares em fevereiro de 2023. A instituição cumpriu os requisitos previstos em edital, segundo informou a Força Armada.
O documento detalha que os repasses eram direcionados a uma conta do Banco Master no Banco Itaú. Os montantes permaneciam por pouco tempo nessa conta. Em seguida, eram transferidos para outras contas dentro da própria estrutura do Banco Master.
O relatório aponta que esse modelo de movimentação financeira dificulta o rastreamento do destino final dos recursos. O órgão destacou sinais de concentração de recursos ordenados pelo Comando do Exército nas operações analisadas.
"Considerando o recebimento de créditos com o imediato débito dos valores, bem como concentração de recursos enviados para mesma titularidade, fazendo com que não seja possível, através desta análise, identificar se eventualmente existem outros beneficiários de valores, temos situações previstas para comunicação objetiva", diz o relatório do Coaf sobre as movimentações identificadas.
O vínculo contratual entre o Exército e o Banco Master foi encerrado de forma unilateral em novembro de 2025. A rescisão ocorreu poucos dias depois que o Banco Central determinou a liquidação da instituição financeira.
"O Comando do Exército realizou a rescisão unilateral do contrato de credenciamento. Desde então, o referido banco está impedido de formalizar novos contratos de consignação", informou a instituição militar.
Em nota, o Exército esclareceu que os valores "tratam-se, exclusivamente, de repasses de valores particulares decorrentes de consignações em folha de pagamento". A Força Armada afirmou que sua participação nas operações se limitou a intermediar os descontos realizados nas folhas de pagamento dos militares e efetuar os repasses ao Banco Master.
A instituição enfatizou que não houve prejuízo aos cofres públicos nas operações identificadas pelo Coaf. "Cabe destacar que não houve qualquer perda patrimonial para o Erário ou para o Exército Brasileiro, pois os valores envolvidos são oriundos de rendimentos particulares dos militares para o pagamento de dívidas privadas", declarou.
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