

A primeira versão foi no sentido de que a prisão de Ramagem era um exemplo de “cooperação” entre a Polícia Federal e o governo dos Estados Unidos.
A nota oficial americana desmentiu Andrei, afirmando que nenhum estrangeiro pode manipular o sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição ou prolongar perseguição política em solo americano.
Em seguida, a imprensa repercutiu a vergonhosa expulsão do delegado brasileiro envolvido.
Andrei agora mudou a versão: disse que não houve expulsão, mas mero retorno administrativo.
Só que, ao mesmo tempo, surgiu a conversa de “reciprocidade”. E aqui a narrativa desaba.
Se não houve expulsão, porque a reciprocidade?
A história não fecha.
No fim, sobra uma contradição fatal: ou os Estados Unidos agiram, e Andrei não falou a verdade, ou não agiram, e a reação brasileira ficou sem motivo.
Uma versão destrói a outra.
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