Homem preso suspeito do assassinato de miss que caiu do 13º andar é encontrado morto na delegacia

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Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, de 32 anos, foi encontrado morto dentro da carceragem da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) no início da noite desta quarta-feira (22). Ele havia sido preso pela manhã por suspeita de matar a namorada Ana Luiza Mateus, de 29. Na delegacia, Endreo apresentou identidade com nome do irmão, Tarso Lincoln — só no início desta noite a delegacia divulgou a correção. Segundo o delegado Renato Martins, Endreo usou a bermuda para cometer suicídio.

Ana Luiza Mateus Souza, de 30 anos, que representava o Estado da Bahia no concurso Miss Cosmo Brasil caiu do 13º andar de um prédio na orla da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.

Ela e Endreo começaram um relacionamento há três meses e estavam no Rio desde o dia 17 de abril. O apartamento da Barra — onde os dois moravam desde sexta-feira passada — era alugado por temporada. Endreo, como conta o delegado, não confessou o crime formalmente (em depoimento), mas disse aos agentes ser culpado pelo o que aconteceu.

A polícia afirma que o casal discutiu duas vezes antes da morte de Ana Luiza, por volta das 5h30 desta quarta. Na primeira, o suspeito chegou a sair do apartamento e socou uma porta do condomínio, retornando pouco depois de trocar mensagens com a vítima. Em seguida, teria ocorrido uma nova briga. Alarmados com o barulho provocado pela discussão, vizinhos chamaram funcionários da portaria — mas eles só chegaram depois da queda da modelo.

Segundo o delegado Renato Martins, Endreo foi até o local onde a vítima morreu e mexeu no corpo, alterando a cena do crime.

Ana Luiza é de Teixeira de Freitas, no sul baiano. O delegado narra que, devido às brigas constantes, ela planejava retornar para a cidade natal. Uma passagem de ônibus no nome dela, inclusive, foi encontrada pelos agentes: a viagem seria às 3h25 desta quarta.

Ele (Endreo) relatou que tinha ciúmes da vítima. Disse que ela era muito assediada e que ele não conseguia superar isso. Essa insegurança que ele tinha fazia que ele tentasse restringir a vítima, que tentasse controlá-la. Ele não gostava, inclusive, que a vítima saísse sozinha. Isso tudo acabou levando a está tragédia — disse o delegado.

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