A psicodélica e ridícula reincidência específica das "otoridades"

Rivotril na veia para não pirar já no PRIMEIRO dia de 2018.

Recém começou o ano e alguns assuntos parecem não terem saído de PauTa.

Lógico... e não saem de PauTa devido a psicodélica reincidência específica, pasmem, não da bandidagem, mas das "otoridades".

Querem ver?

1 - Churrasco com mais de 100 Kg de carne no Presídio de Santa Cruz do Sul - RS:

2 - Drogas no churrasco do presídio de Santa Cruz do Sul - RS:

3 - Novo churrasco no Presídio de Santa Cruz do Sul - RS:

Gostaria de saber em que país de primeiro mundo "isso" ocorre?

Digam-nos "otoridades"!

Digam-nos!

Onde presidiário e bandido tem DI-REI-TO a fazer churrasco?

Vai ver o Brasil, a terra da impunidade, tem algo a ensinar aos países de primeiro mundo, em matéria de efetividade das leis, de combate a criminalidade, de segurança jurídica e, por outro lado, são os países de primeiro mundo é que estão totalmente equivocados.

Não?!

O quê?!

Acho que estou ouvindo um zum, zum, zum.

Só podem ser as "otoridades" que não gostaram da crítica.

E se não gostaram, é porque não têm a mínima autocrítica, nem tampouco se permitem criticar.
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Ora veja, julgamos e somos julgados por nossas opiniões e posicionamentos.

E é inerente ao Estado Democrático de Direito permitir que se emitam juízos (seja de aprovação, seja de reprovação) das opiniões e dos posicionamentos que temos.

Hoje, mais uma vez, vou me permitir emitir a minha opinião e o meu posicionamento acerca da decisão que permitiu ocorrer, pasmem, no-va-men-te, um churrasco dentro do Presídio de Santa Cruz do Sul-RS:

- Isso é o que dá confundir liberdade com libertinagem.

É mais um "mico" que está pagando a Vara de Execuções Criminais que autorizou tal churrasco.

Mais um "mico"!

Dali a pouco será necessário "abrir um zoológico", para abrigar tantos "micos".

Confesso, mais uma vez, sem delação premiada (KKKkkk) desconhecer que Presídios tenham se transformado em Colônias Penais de férias.

Será que o(a) magistrado(a) não se perguntou, antes de permitir que tal churrasco ocorresse, de onde vem o dinheiro para fazer 2 (dois) assados destas montas?

É óbvio que a maior parte vem do "ProduTo" dos "amigos do alheio", ou seja, do crime, diga-se de passagem, fonte esta interminável e repugnante.

Deu no que deu.

A ingenuidade e o ProTecionismo com tais "vítimas da sociedade" é digna de imensa preocupação, na medida em que desvela o colapso do sistema que PermiTe aos algozes, mesmo presos, zombar de suas vítimas e dos familiares destas, com 2 (duas) churrascadas, dentro da cadeia.

Conceder a possibilidade de apenados fazer churrasco dentro de Presídio é o cúmulo!

Conceder por 2 (duas) vezes é um que há de psicodélico e ridículo, em termos de reincidência específica, não da bandidagem, mas das "otoridades" que PermiTiram tal fato ocorrer.

"Otoridade" que tanto ProTege a bandidagem deixa claro (se é que não vê) que com ela muito se iguala.

Não quero nem imaginar se todos os condenados no mensalão e na Lava-Jato forem PleiTear igualdade de tratamento judicial, em relação a possibilidade de fazer churrascos.

O Brasil será transformado em um restaurante francês, com PraTos elaborados pelos maiores cheffs.

Será o Master Cheff Prisional.

Os direitos de imagem e transmissão serão disputados a preço de ouro pelas emissoras de reality shows.

Já imaginaram o tamanho do "churrasco" que pode preparar um Fernandinho Beira-Mar? Um Lula? Um Eduardo Cunha? Um Marcos Valério? Um Nicolau dos Santos Neto? Um Alberto Yousseff? Um Emílio Odebrecht ou um Marcelo Odebrecht? Dentre outros.

Certamente não faltarão "inscritos" para "aprender a cozinhar" e também "para querer comer".

É um escracho ver que passado o Natal, "o Papai Noel não retornou ao Polo Norte e segue concedendo dádivas" para delinquentes condenados.

Certamente este mesmo "bom velhinho do Polo Norte" não aterrissa seu trenó, com suas renas, na casa das vítimas e de seus familiares.

Lamentável constatar que "o Papai Noel segue lembrando" dos que não se comPorTaram, mas se esquece dos que se comportaram como cidadãos de bem.

Se as "otoridades" que PermiTiram "isso" ocorrer não se sentem nenhum pouco constrangidas, eu também não me sinto nenhum pouco constrangido de a elas me opor e dizer o quão repugnante isso se trata.
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Pedro Lagomarcino

Advogado em Porto Alegre (RS)

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