Lula, Janja e o medonho marqueteiro Sidônio... No limite do ridículo

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A pior coisa para quem trabalha e corre desesperado para pagar as contas — tarefa cada vez mais difícil — é a encheção de saco de quem quer viver em campanha permanente.

Enquanto milhões enfrentam fila, trânsito, juros, aluguel e supermercado, um marqueteiro ultrapassado insiste em transformar as redes sociais em um palanque eleitoreiro, 24 horas por dia.

No Brasil real, o cidadão acorda cedo e dorme tarde porém no Brasil digital de Brasília, grava-se vídeo, ensaia-se bordão, publica-se dancinha institucional, reage-se a meme, monitora-se crítica e sonha-se com CENSURA revelando um abismo entre quem sua para fechar o mês e quem parece ocupado apenas em exercer poder e administrar imagem.

Quando o principal GOVERNANTE, sua “CONSORTE” e “MINISTROSTF” SUPER PODEROSOS procuram aparecer em demasia nasce a caricatura com o excesso de exposição corroendo a autoridade com toda fala virando teste, toda aparição julgamento e toda gafe manchete global.

A insistência em ocupar cada espaço público produz o efeito inverso, em vez de presença, saturação e em vez de liderança, desgaste.

A figura Presidencial, dos membros do Congresso Nacional e sobretudo dos Ministros da Suprema Corte exige liturgia, sobriedade e senso de timing pois quando isso se perde, surgem comparações incômodas com líderes vistos como ditadores desconectados ou presos ao improviso e suas primeiras-damas, sem voto nem mandato, ridicularizadas de cabo a rabo.

Quanto ao marketing, nenhum marqueteiro faz milagre principalmente quando se revela como ultrapassado e retrógrado insistindo com fórmulas antigas em sabotar a embalagem.

Comunicação política pode lapidar, não ressuscitar. Pode organizar discurso, não apagar gafes diárias. Pode criar narrativa, mas não substitui inflação baixa, segurança alta, emprego forte e sensação de rumo.

O problema de campanhas antecipadas é simples: elas lembram ao eleitor, todos os dias, que há eleição demais e solução de menos, enquanto o povo corre para pagar boleto, a política corre atrás de like e quando o governante tenta trocar gestão por performance, vira personagem de si mesmo.

No fim, a internet é cruel com quem se leva a sério demais e o brasileiro, especialista mundial em humor involuntário, transforma qualquer excesso em chacota em questão de minutos confirmando que Governantes caem menos pela oposição e mais pelo ridículo.

José H. C. Abreu.

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