4 brasileiros são presos nos EUA aplicando golpe em esquema de fraude
23/04/2026 às 10:02 Internacional
Autoridades dos Estados Unidos prenderam 4 brasileiros acusados de comandar um esquema de fraude contra imigrantes sem documentos. A operação ocorreu na Flórida nesta semana. O grupo teria movimentado mais de US$ 20 milhões com promessas falsas de regularização migratória.
A maioria das vítimas identificadas é brasileira. As prisões foram realizadas pelo Gabinete do Xerife do Condado de Orange após investigação iniciada em setembro.
Os detidos são Vagner Soares de Almeida, fundador da empresa Legacy Imigra, Juliana Colucci, esposa de Almeida, Ronaldo Decampos e Lucas Filipe Trindade Silva. Todos respondem por organização criminosa, fraude organizada, extorsão e exercício ilegal da advocacia.
A Legacy Imigra se apresentava como prestadora de serviços de assistência em processos de imigração e asilo. O xerife do Condado de Orange classificou as atividades da empresa como uma organização criminosa baseada em "manipulação, fraude, mentiras e extorsão".
A empresa atraía clientes por redes sociais e indicações pessoais. Após a contratação e início dos pagamentos, os clientes passavam a sofrer pressões sistemáticas.
A investigação aponta que a organização convencia pessoas em situação de vulnerabilidade a pagar quantias elevadas por pedidos fraudulentos ou preenchidos inadequadamente. Em alguns casos, o grupo retinha documentos dos clientes para exigir pagamentos adicionais. As autoridades relataram que a organização criava contas de e-mail em nome dos contratantes sem autorização.
A retenção de documentos migratórios servia como instrumento de coerção. A empresa explorava o medo de deportação das vítimas. A Legacy Imigra divulgava ter advogados qualificados em questões de imigração. Os investigadores constataram a ausência de profissionais licenciados prestando serviços na empresa.
O caso chegou ao conhecimento policial em setembro. Um advogado reportou ter recebido múltiplas denúncias contra a organização.
Sete vítimas prestaram colaboração formal com as investigações. Essas pessoas residem na Flórida, Carolina do Sul, Connecticut e Nova Jersey. Os valores reportados como perdas individuais variam entre US$ 2,5 mil e US$ 26 mil.
A operação contou com participação de agentes federais de segurança interna e do gabinete do procurador-geral da Flórida. Durante a ação, outras pessoas encontradas no local foram colocadas sob custódia das autoridades de imigração norte-americanas. Elas podem enfrentar processos de deportação.
As autoridades destacaram que a empresa acumulou riqueza explorando pessoas com menores condições de defesa. Segundo informações policiais, o principal investigado também estaria em situação migratória irregular nos Estados Unidos. A investigação prossegue para identificar possíveis vítimas adicionais e apurar a extensão completa das atividades fraudulentas.
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da Redação