Quando a política flerta com a violência: O alerta que não pode ser ignorado

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A política moderna atravessa um terreno perigoso. O episódio envolvendo um possível atentado contra o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda que cercado de dúvidas e informações desencontradas, reacende um debate que vem ganhando força em várias democracias:

Até onde vai a disputa política — e onde começa a violência?

UMA ERA DE RADICALIZAÇÃO

No Brasil, o alerta não é teórico.

Em 2018, o então candidato à Presidência Jair Bolsonaro foi vítima de um atentado a faca durante ato de campanha em Juiz de Fora.

O ataque quase lhe custou a vida.

O episódio marcou profundamente o cenário político nacional e deixou evidente que a violência não é uma abstração importada — ela já se manifestou de forma concreta no país.

- Não foi um debate.
- Não foi um confronto de ideias.
- Foi uma tentativa de eliminação física de um adversário político.

Nos últimos anos, o mundo assistiu a uma escalada de tensão política.

Nos Estados Unidos, episódios graves marcaram esse cenário:

- o ataque ao Capitólio em 2021
- ameaças a autoridades públicas
- crescimento de grupos extremistas

Na Europa e na América Latina, o roteiro se repete:

- perseguições políticas
- atentados isolados
- discursos cada vez mais agressivos

A política deixou de ser confronto de ideias.

Passou a flertar com o confronto físico.

NARRATIVAS QUE ALIMENTAM O CONFLITO

Quando um lado passa a tratar o outro como inimigo absoluto, o terreno para a violência está preparado.

E isso não é exclusividade de um espectro ideológico.

Ideologias de esquerda tem aumentado e produzido:

- radicalização
- intolerância
- justificativas para atos extremos

A história é clara:

- regimes autoritários de esquerda estão cada vez mais perdendo terreno em situação mundial e não se conformam com isso
- violência política já custou vidas em diferentes contextos

O PERIGO DA SIMPLIFICAÇÃO

A tentativa de reduzir episódios complexos a uma única narrativa ideológica pode ser sedutora.

Mas é perigosa.

Porque ela:

- distorce a realidade – a mentira é uma realidade entre essas ideologias
- ignora nuances
- e transforma análise em propaganda

E propaganda não sustenta credibilidade.

DEMOCRACIA SOB PRESSÃO

O que está em jogo não é apenas um episódio isolado.

É o próprio ambiente democrático.

Quando a violência entra no jogo político:

- o debate morre
- o medo cresce
 - e a institucionalidade enfraquece

Seja qual for a ideologia…

A violência política não pode ser normalizada. Adversário não pode virar inimigo a ser eliminado e disputa de poder não pode justificar agressão

A história já mostrou — mais de uma vez — onde esse caminho termina.

E a pergunta que fica não é sobre esquerda ou direita.

É sobre até quando a política continuará caminhando tão perto do abismo.

Foto de Jayme Rizolli

Jayme Rizolli

Jornalista.

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