
Vorcaro bancou viagens de notórias autoridades em eventos de Gilmar e a Londres

28/04/2026 às 12:56 Política

O banqueiro Daniel Vorcaro financiou eventos paralelos ao chamado “Gilmarpalooza”, em Lisboa, organizado pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), além de custear despesas de autoridades brasileiras em outro evento em Londres.
Segundo apurações da Polícia Federal divulgadas pela Folha de S. Paulo, os gastos totais do banqueiro com estes eventos e autoridades no ano de 2024, entre outros, chegaram a US$ 11,5 milhões – cerca de R$ 60 milhões, de acordo com a cotação oficial.
Em relação ao chamado “Gilmarpalooza”, oficialmente conhecido como Fórum Jurídico de Lisboa, no mês de junho daquele ano, a equipe de Vorcaro organizou uma agenda paralela marcada por festas, DJs, dançarinas, jantares e até compras em shopping.
O pacote incluiu ainda o fretamento de dois jatinhos de Lisboa para Brasília, ao custo de US$ 232,6 mil (R$ 1,2 milhão), utilizados por participantes do evento. As despesas em Portugal somaram cerca de US$ 1,6 milhão (R$ 8,3 milhões), mantendo um padrão de luxo que chamou atenção pela mistura entre compromissos institucionais e entretenimento.
Já sobre o evento em Londres, o 1º Fórum Jurídico Brasil de Ideias, Vorcaro fez o maior gasto: US$ 7,5 milhões (R$ 38,7 milhões). A conferência foi realizada entre os dias 24 e 26 de abril de 2024 e contou com o pagamento de hospedagem, estrutura e eventos sociais para cerca de 70 pessoas, embora apenas 25 participassem diretamente dos debates.
Segundo a apuração, a programação incluiu uma noite de homenagem com troféus de cristal ao ex-presidente Michel Temer (MDB), realizada em um museu tradicional da capital inglesa.
Além do ex-presidente, também chamou a atenção a lista de participantes que viajaram com as despesas pagas pelo banqueiro: os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Também constam na lista o ex-ministro Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública); o advogado-geral da União, Jorge Messias; o procurador-geral da República, Paulo Gonet; o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; e o presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) à época, Alexandre Cordeiro.
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