A “fuga” de Lula no dia primeiro de maio

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O Brasil passou por mais um 1º de Maio, data marcada historicamente como o Dia do Trabalhador. Mas a pergunta que ecoou nas ruas e nos lares foi inevitável: o que há para comemorar?

Não há educação de qualidade. Não há saúde digna. Não há segurança que proteja o cidadão. O que há, sim, é abandono.

Abandono diário, sentido na pele por milhões de brasileiros que lutam para sobreviver em meio à indiferença do governo.

O silêncio do presidente neste dia é simbólico. A ausência de discursos, de comemorações, de qualquer gesto de aproximação com a nação, revela uma fuga — fuga da responsabilidade de se relacionar com o povo que sofre.

Como chamar de “vagabundos” aqueles que, com suor e sacrifício, mal conseguem sobreviver ou se alimentar com um salário mínimo?

Quatro ou cinco horas por dia vendendo panos de prato nos sinais de trânsito ou pedindo esmolas já são suficientes para alcançar o valor que o governo chama de salário mínimo. E sem precisar pagar vale-transporte ou INSS. Isso não é dignidade, é sobrevivência.

O 1º de Maio deveria ser um dia de celebração da força do trabalhador.

Mas, diante da realidade, torna-se um dia de denúncia. Denúncia contra a falta de políticas públicas, contra a indiferença das autoridades e contra a perpetuação da miséria.

Comemorar o quê?

Enquanto o povo é abandonado, não há festa possível.

Há apenas a lembrança de que o Brasil precisa de líderes que falem com a nação, que respeitem o trabalhador e que devolvam ao povo aquilo que lhe é de direito: DIGNIDADE.

Foto de Jayme Rizolli

Jayme Rizolli

Jornalista.

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