Rejeição de Messias é apenas um “aperitivo” perto do que está por vir

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Alegrar-se ou não alegrar-se, eis a questão. Pense numa confusão gigantesca. Pensou?

Inevitavelmente,  surge na mente o acontecimento do ano: a rejeição do "Bessias" ao tão disputado cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal brasileiro, que já não parece mais, a se ver pelos últimos tempos, como um prêmio para se alegrar, mas um fardo a se lamentar, ingressando no seleto grupo de ativistas políticos de toga da vida política brasileira, a léguas de distância das nobres figuras de juristas respeitados como existiram na mais alta corte de justiça até poucos anos atrás.

Eu só sei que, ainda que tomados por certa perplexidade, fomos todos invadidos  por imensa alegria ao ver uma figura que nos soava nefasta dentro do quadro político brasileiro atual, reprovado pelo Congresso Nacional  pela primeira vez em 132 anos, que não lhe concedeu os votos necessários para que se tornasse o mais novo ministro do STF.

Messias era a aposta e a  indicação de Lula, esse cadáver político que se arrasta no cenário político, fedendo um pouco mais a cada dia. Perdeu.

Dizem as más línguas, que o moribundo esbravejou, louco e furioso em seus últimos estertores. de vida pública.

Calculou mal, perdeu a mão, e sinaliza que perderá a eleição que se avizinha no mês de Outubro do presente ano.

Ficou claro que não esperava por essa e que foi tomado de surpresa inaudita por essa derrota acachapante, já considerada a maior da sua história política.

Ele, furioso, nós, aliviados e felizes.

Mas, no minuto seguinte ao anúncio da rejeição de Jorge Messias e da derrota de Lula, eis que surge mais um capítulo dessa história, tendo início as confabulações, teorias, hipóteses a respeito de como tudo isso aconteceu, de como foi possível essa estratégia mal ajambrada, quem foram os responsáveis, os traidores, fato que o deixaram na mão, exposto à vergonha pública.

E é aqui que a porca torce o rabo. Pessoalmente, prefiro distância de teorias conspiratórias, pretendendo o mais possível manter os pés bem junto ao chão do real.

Mas, é preciso reconhecer que, de repente, a alegria em ver alguém que muito contribuiu para boa parte das nossas tristezas, foi substituída pela surpresa em ver incluída no resultado da votação a figura mais que nefasta de Moraes, sempre ele, que teria realizado manobras, de comum acordo com Alcolumbre, o presidente do Senado, para a rejeição de Messias, tendo como moeda de troca a sinalização por parte da Direita de estancar o prosseguimento da CPI do caso Master, com a conivência do candidato Flávio. A mim isso soa como misto de delírio e cafajestagem grau "premium".

Caso isso realmente tenha ocorrido, o jogo político alcança nuances satânicas inalcançáveis à minha mente, que segue por caminhos em que um mínimo de lógica e ética prevalecem.

Questionado a respeito, Flávio negou qualquer participação em algo que conte com a participação de Moraes, o algoz do seu pai, segundo ele.

Enquanto isso, Messias, que teve agora a paga do destino, já coloca seu cargo na AGU à disposição do governo, querendo manter distância de todos aqueles que segundo ele foram os responsáveis por essa sua frustração e agonia.

Lula, que segundo alguns, está enfurecido e pretendendo colocar outro nome para ser sabatinado ao Congresso, terá que enfrentar Alcolumbre, que afirma que não irá pautar nome algum até as eleições de Outubro.

Fato é que entre mortos e feridos, danaram-se todos, numa confusão estranha que teve ainda o apoio do evangélico de Direita Mendonça ao evangélico petista Messias, que buscava a aproximação desse último para fortalecer a "bancada evangélica" no STF, que parece cada vez mais próximo de um partido político e cada vez mais distante de um lugar sério, ocupado por juristas isentos, respeitáveis, de notável saber jurídico.

Com toda essa confusão envolvendo teorias opostas entre si, até mesmo absurdas como causas para o resultado desastroso que deixou Messias falando sozinha, a única certeza é a comemoração devida à colossal derrota política do camarada Lula, que se aproxima do seu ocaso.

Esperei décadas por esse dia.

Tal acontecimento merece um brinde, que é somente um aperitivo para o que virá.

Porque virá.

Silvia Gabas. @silgabas

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