Derrotas humilhantes no Congresso são o epitáfio do Governo Lula
03/05/2026 às 10:57 Opinião
Indicação do ‘Bessias’ (Jorge Messias, advogado-geral da União) para o STF, barrada. Veto presidencial à dosimetria, derrubado. As duas pancadas que o governo Lula tomou em menos de 48 horas do Congresso foram dignas de nocaute. E Lula ainda teve que engolir o líder do seu governo no Senado, Jacques Wagner, trocando sorrisos e segredos ao pé do ouvido com Flávio Bolsonaro; também teve que assistir a uma aproximação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, da agenda bolsonarista. Como se não bastasse tudo isso, a imprensa chapa-branca noticiou (com lágrimas nos olhos) que o poderosíssimo Alexandre de Moraes se afastou de Lula em definitivo; inúmeras fontes afirmaram que o ministro foi decisivo para o bloqueio da nomeação de Jorge Messias ao STF.
Para os iniciados na política, o recado é cristalino: Lula está gravemente ferido, e os tubarões do Centrão já sentiram o cheiro de sangue na água. A impopularidade do presidente é tão grande que ele não teve coragem de aparecer em público no 1º de maio, um evento historicamente dominado pela esquerda.
Os dados compilados do cenário econômico são ainda mais aterradores para a esquerda: 80% das famílias endividadas, 81 milhões de CPFs negativados, cartão de crédito com juros de 425%, 8,7 milhões de CNPJs negativados, 2.400 empresas em recuperação judicial – somadas, as dívidas das empresas brasileiras chegam a 2,3 trilhões de reais, um recorde histórico. Recorde negativo.
As contas públicas apresentam números ainda piores: R$ 55 bilhões de déficit em 2025; a dívida pública (balanço entre o total de créditos e débitos do governo federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 8,31 bilhões. O governo Lula ainda anunciou a criação ou aumento de 24 impostos desde o início do seu 3º mandato, um anúncio a cada 37 dias.
O governo perdeu o Congresso e, em outubro, sem o Congresso, perderá a eleição.
Eduardo Negrão
Consultor político e autor de "Terrorismo Global" e "México pecado ao sul do Rio Grande" ambos pela Scortecci Editora.