Programa eleitoral do Partido dos Trabalhadores | A prova da ausência de sintonia com o povo

A inversão do ônus da Ética e da Moral

O discurso da arrogância, da prepotência e da mentira.

Aos que fecham os olhos para a realidade imaginam que se está a falar de outro Brasil.

A título de referência, enquanto escrevo a Petrobrás anuncia a queda de 90% no lucro apurado no segundo semestre deste ano.

Não bastassem as invencionices desta peça publicitária - pois é somente isto o que ela é - o enredo sublinha o medo, o terror, a farsa e uma sublime ameaça.

Partido dos Trabalhadores, nós já o conhecemos. Não adianta mais posar de vestal, pois sabemos onde esconde o teu ânimo e o peso da tua vontade.

Não basta que tenha ouvido e coração Dilma, se não compartilha com o teu povo, que eternamente alvissareiro, continua aguardando a grande notícia; ele não quer enigmas nem falsos auspícios.

A virtuosidade que tenta emprestar a si própria há muito tomou fuga à frente de tua máscara. Só convence a quem se suporta na pura essência de uma casta pureza; estas pessoas estão mais vulneráveis ao vício do teu tóxico. Pobres coitados!

"O que sabemos fazer melhor, nosso orgulho queria que fosse considerado muito difícil. Nota para a origem de certos sistemas de moral" (F.Nietzsche) é a senha que me vem à mente! Mentiram ontem, mentem hoje... a mentira é também companheira! não é? Pois fiquem com ela, ladeiem-se dela, lambuzem-se com ela, mas se afasta deste povo.

Já nos temos por bastante explorados, não precisávamos de mais outro algoz.

Por que te arvora diante de nós? – Não foi este o poder que te mandamos ter. Deveria estar a nossa altura, caminhar junto de nós.

"O Poder de um Homem consiste nos meios presentes de que ele dispõe para obter aquilo que lhe pareça um bem futuro" (T. Hobbes), que nesta democracia significa um 'bem maior' para todos, não para poucos privilegiados, Senhor Governo.

Governar é fazer bons interesses, interesses comuns que a todos aproveita; para isso lhe mandamos ter poder.

Nosso Voto é nossa Ordem, não é um prestígio nem sequer um privilégio que lhe entregamos, foi sim uma Obrigação.

De onde tira essa ousadia para nos diferenciar chamando-nos incrédulos? De onde extrai essa falsa moral para nos agredir com uma chamada ao juízo? De que juízo, falam? O do povo eu conheço: o juízo de valor, o mesmo que me impede de entregar o meu melhor exemplo que se opõe ao teu.  

JM Almeida

JM Almeida

João Maurino de Almeida Filho. Bacharel em Ciências Econômicas e Ciências Jurídicas. 

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