Lula chega a Casa Branca no seu pior momento e Donald Trump sabe disso

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Lula embarca nesta quarta-feira (6) para Washington e se encontra com Donald Trump na Casa Branca na quinta (7).

Lula chega a Washington numa condição extremamente fragilizada, vindo de duas derrotas humilhantes no Senado Federal e o seu governo envolvido em inúmeros escândalos, a farra do INSS, o rombo do Banco Master, tudo totalmente contaminado.

E o calendário eleitoral de outubro começa a ditar cada movimento. Trump recebe um interlocutor que precisa do encontro muito mais do que o anfitrião.

A pauta confirma o desconforto. Em praticamente todos os temas relevantes, os dois presidentes estão em campos opostos. Lula deve oficializar a recusa brasileira à proposta americana de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. Venezuela e Cuba entram na agenda com Lula na posição de defensor da ‘soberania’ e Trump na posição de quem derrubou Maduro e sufoca Havana.

No Oriente Médio, Lula é crítico declarado de Netanyahu — e Trump considera o primeiro-ministro israelense um de seus principais aliados. Nas tarifas, o Brasil ainda enfrenta 50% de sobretaxa americana em vários produtos, sem perspectiva real de acordo.

Há um elemento eleitoral que complica ainda mais a geometria do encontro. O PT queria usar a proximidade da família Bolsonaro com Trump como munição contra Flávio Bolsonaro — a narrativa do "entreguista".

A visita de Lula à Casa Branca paradoxalmente enfraquece esse argumento: se Lula vai ao mesmo Salão Oval, a fotografia do encontro nivela os adversários. Bolsonaristas já comemoram a reunião exatamente por isso. Lula foi ao encontro pensando em ganhar capital diplomático e pode sair tendo entregado capital eleitoral.

A questão central não é o que os dois vão assinar — não há perspectiva de acordo em nenhum tema relevante. A questão é o que Trump vai cobrar publicamente e como Lula vai responder diante das câmeras.

Trump tem histórico de confrontar líderes estrangeiros que criticaram sua política externa. Lula criticou abertamente a atuação americana no Oriente Médio e as posições de Netanyahu. Essa conta pode chegar na hora da coletiva.

Um presidente eleitoralmente fragilizado, sem agenda positiva para fechar, em campo adverso em todos os temas e sob risco de confronto público com o anfitrião. É assim que Lula chega à Casa Branca.

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da Redação Ler comentários e comentar