Alcolumbre se reúne com ministro de Lula após derrota de Messias
06/05/2026 às 21:47 Política
Menos de uma semana após a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou um encontro com o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães.
De acordo com interlocutores do senador, a iniciativa partiu do próprio Guimarães, sendo esta a primeira conversa presencial entre ambos desde a articulação que culminou na derrota da indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O encontro deverá ocorrer na residência oficial da presidência do Senado. O convite foi reforçado durante uma breve interação entre os dois na sessão solene que celebrou os 200 anos da Câmara dos Deputados, realizada na manhã da mesma quarta-feira.
Nos bastidores, a movimentação ocorre em meio ao desconforto de Lula com a atuação de Alcolumbre. Conforme já vinha sendo relatado, o chefe do Executivo demonstrou insatisfação com a condução política que levou à rejeição de Messias, então advogado-geral da União.
Apesar disso, integrantes do governo avaliam que não há margem para um rompimento institucional neste momento. Isso porque o Executivo ainda depende do apoio do Senado para avançar com propostas relevantes, como a PEC que trata do fim da escala de trabalho 6×1 — tema associado à campanha de reeleição — e a PEC da Segurança Pública.
Internamente, o governo atribui a derrota a uma articulação política mais ampla. Segundo relatos de fontes do Planalto, Lula considera que houve um entendimento entre Alcolumbre, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ministro do STF Alexandre de Moraes.
Na visão de aliados do presidente, esse possível acordo também envolveria outros temas sensíveis, como a derrubada de vetos presidenciais ao chamado PL da Dosimetria — proposta que reduz penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro — e a posterior manutenção dessa decisão pelo STF.
Ainda segundo pessoas próximas ao Planalto, Lula teria afirmado a aliados não identificar justificativas claras para o placar de 42 votos a 34 que rejeitou a indicação de Messias. Diante disso, o presidente avalia a possibilidade de insistir no nome do ministro da AGU, desde que haja uma articulação política mais cuidadosa com os senadores para evitar um novo revés.
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da Redação