A frase emblemática dita por um passageiro do cruzeiro com hantavírus
07/05/2026 às 09:26 Internacional
Três passageiros morreram após contrair hantavírus a bordo do cruzeiro MV Hondius. O blogueiro de viagens Ruhi Cenet, um cidadão turco, se surpreendeu quando a vida a bordo do cruzeiro continuou normalmente, depois que o capitão anunciou a morte do primeiro passageiro.
A bordo, 59 tripulantes atendiam 88 passageiros. A maioria dos viajantes eram observadores de aves amadores com 60 anos ou mais.
O caso aconteceu na manhã de 12 de abril, o capitão anunciou pelos alto-falantes a morte de um passageiro holandês de 70 anos. O óbito havia ocorrido no dia anterior. Cenet gravou o momento em vídeo.
"O médico me diz que não estamos infectados", disse o capitão, conforme mostram as imagens. O comandante informou que a morte ocorreu por causas naturais. O médico britânico responsável pela avaliação inicial ficou gravemente doente semanas depois.
Cenet disse o seguinte sobre tudo isso em entrevista à agência AFP:
"Nem sequer consideraram a possibilidade de que fosse uma doença tão contagiosa. Não levaram o problema suficientemente a sério".
As vítimas fatais foram o holandês, sua esposa e uma passageira alemã.
Cenet relata que as atividades no cruzeiro continuaram normalmente após o anúncio do primeiro falecimento. Vídeos gravados por ele mostram passageiros idosos reunidos próximos ao bufê.
"Continuamos comendo todos juntos [...] e não usávamos máscaras", declarou. O blogueiro e seu cinegrafista decidiram se isolar voluntariamente em suas cabines. "Não sabíamos que havia um vírus, mas simplesmente tomamos precauções", afirmou.
Dias depois do primeiro óbito, a embarcação ancorou em frente a Tristão da Cunha. Cenet descreveu a parada como "pior cenário possível".
"Gostaria que não tivéssemos desembarcado lá depois da primeira morte, porque junto conosco havia mais cem passageiros, e eles estiveram interagindo com os moradores da ilha", disse.
Tristão da Cunha é reconhecido como um dos lugares habitados mais isolados do mundo.
"Esse é um dos meus remorsos, porque a ilha é a mais remota, e eles não contam com centros médicos suficientes nem com médicos suficientes", declarou Cenet.
O blogueiro desembarcou no território ultramarino britânico de Santa Helena em 24 de abril. Cerca de 20 outros passageiros também deixaram a embarcação no mesmo local. No dia seguinte, Cenet embarcou em voo para a África do Sul. A viúva da primeira vítima viajava na mesma aeronave. Ela morreu no dia posterior ao voo.
Cada passageiro pagou aproximadamente 10 mil dólares pela viagem, valor equivalente a cerca de 49 mil reais. O navio MV Hondius permaneceu em quarentena nas proximidades de Cabo Verde. A embarcação partiu nesta quarta-feira (7) com destino às Ilhas Canárias, território espanhol.
Um conhecido de Cenet que continua a bordo informou que as condições mudaram. Os passageiros estão confinados em suas cabines individuais utilizando máscaras de proteção. As medidas de isolamento foram implementadas após a confirmação dos casos pela OMS.
"Acho que esse tipo de navio deveria contar com algum tipo de laboratório ou equipamento necessário", afirmou Cenet, referindo-se à capacidade de diagnóstico a bordo.
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da Redação