Moro rejeita nova exceção de suspeição e aponta mentira de Cristiano Zanin

A saga dos advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na tentativa de afastar o implacável juiz Sérgio Moro dos processos que tramitam contra o petista na Operação Lava Jato, acaba de sofrer mais um revés.

Trata-se do 10º pedido dos advogados de Lula pleiteando o afastamento do magistrado da República de Curitiba.

Desta feita, a defesa de Lula argumentou no sentido de que Moro havia se tornado suspeito ‘por ter participado, como palestrante, do 4.º Evento Anual Petrobrás em Compliance, na sede da Petróleo Brasileiro S/A – Petrobrás em 8 de dezembro de 2017’.

Noutras palavras, de acordo com os advogados, o juiz não poderia ter participado de um evento organizado pela empresa que o réu está sendo acusado de ter roubado e em sua palestra ter prestado ‘aconselhamento jurídico’ a esta.

Moro rechaçou, dizendo que ao contrário do que ‘falsamente’ houvera afirmado a defesa de Lula, ‘não houve qualquer aconselhamento jurídico sobre a forma ou o conteúdo da atuação da Petrobrás, como Assistente de Acusação, nas diversas ações penais da qual faz parte perante este Juízo’.

Moro garantiu não ter havido, durante o evento, ‘qualquer referência a casos em andamento ou pendentes de julgamento, nem houve sequer menção ou qualquer referência aos casos penais aos quais responde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva’.

“Na aludida exposição, este julgador não fez qualquer referência à ação penal ou ao objeto dela ou ainda às acusações que pendem contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou mesmo ao nome Luiz Inácio Lula da Silva ou ao cargo que ele ocupou no passado”, anotou Moro.

“Importante destacar que, ao contrário do que sugere a defesa, a atuação deste julgador não gira exclusivamente em torno de seu cliente, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sendo ele responsável por diversos outros casos criminais e por outras atividades.”

Ponto final.

da Redação

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