Sogra de govenador é presa pela PF em operação contra esquema de migração ilegal para os EUA

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A Operação Travessia da Polícia Federal  deflagrada nesta quinta-feira (7), prendeu Maria Helena de Souza Netto Costa, mãe da esposa do governador de Goiás, Daniel Vilela. Ela é suspeita de chefiar um dos cinco grupos investigados pela PF por promover migração ilegal de brasileiros para os EUA.

As organizações criminosas são acusadas de movimentar R$ 240 milhões entre 2018 e 2023. O grupo liderado por Maria Helena teria movimentado R$ 45 milhões no período. Para mascarar o esquema e a origem ilícita do dinheiro, a investigação aponta que eram utilizadas empresas de fachada.

“As diligências também revelaram que os grupos atuavam de forma estruturada, organizando toda a logística da viagem, desde a saída do Brasil por via aérea até a passagem por países da América Central, especialmente México e Panamá, culminando na travessia irregular da fronteira terrestre em direção aos Estados Unidos”, concluiu a PF.

Em nota, a defesa de Maria Helena considerou a prisão desnecessária e afirmou que aguarda o acesso ao processo para fazer a análise técnica do caso.

"A defesa da Sra. Maria Helena de Souza Netto Costa vem a público esclarecer, com a serenidade que o momento exige, que sua constituinte recebeu com surpresa as medidas cautelares deflagradas em seu desfavor e aguarda o pleno acesso aos autos para análise técnica dos fatos, na forma da Súmula Vinculante nº 14 do STF.
Registra-se, desde já, a absoluta desnecessidade da prisão preventiva decretada, medida de natureza excepcional cujos requisitos legais (art. 312 do CPP) não se fazem presentes na hipótese. Nossa constituinte não apresenta qualquer risco à ordem pública, à conveniência da instrução criminal ou à aplicação da lei penal, tampouco jamais se furtou a qualquer ato investigatório. As providências para o imediato restabelecimento de sua liberdade já se encontram em curso.
A defesa reafirma confiança no Poder Judiciário e lamenta a divulgação seletiva de informações sigilosas. Colocamo-nos a disposição."

Maria Helena foi presa em casa, em Goiânia. A Polícia Federal afirmou que ela começou a ser investigada em 2022, quando um grupo de migrantes foi parado no aeroporto de Congonhas e citou o nome dela. Em nota, o governador afirmou que os fatos são investigados desde meados dos anos 2000 e não tem relação com ele, sua esposa ou o Governo de Goiás.

A investigação estima que o número de vítimas pode ultrapassar 600 pessoas ao longo de mais de 20 anos. De acordo com a polícia, cada pessoa pagava US$ 20 mil para o grupo para ingressar ilegalmente nos EUA.

Os suspeitos são investigados pelos crimes de promoção de migração ilegal, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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