Bastidores apontam que o próximo alvo da Polícia Federal no Senado pode ser Alcolumbre
08/05/2026 às 08:47 Política
Davi Alcolumbre está se sentindo perseguido pela Polícia Federal, que está tocando a passos largos diversos inquéritos relacionados a ele e aliados.
Com medo, o presidente do Senado estaria monitorando de perto não só os bastidores da delação de Vorcaro mas também de outras investigações que podem chegar a ele, como a dos desvios do INSS e a dos investimentos de R$ 400 milhões do fundo de pensão do Amapá em letras financeiras do Master.
Segundo a jornalista Malu Gaspar, um interlocutor de Alcolumbre teria dito o seguinte sobre as desavenças entre ele e Lula:
"Alcolumbre sabe o tamanho da bronca em que se meteu. Ele é tão vingativo quanto o Lula e não dá pra saber onde isso vai parar. Mas o fato é que o Davi está com medo.”
Alcolumbre afirmou o seguinte por meio de sua assessoria de imprensa:
“Embora tentem, de forma recorrente, associá-lo ao assunto (Banco Master), Davi Alcolumbre não possui qualquer relação com o Banco Master e não é investigado, citado ou arrolado, sob nenhuma forma, em qualquer apuração relacionada ao caso”.
Malu Gaspar, na análise do caso, aponta que não faltam movimentos que expõem o temor de Alcolumbre com o avanço dos casos Master e INSS.
“No ano passado, sua gestão decretou sigilo de 100 anos sobre registros de entrada e saída do lobista conhecido como Careca do INSS, acusado pela Polícia Federal de comandar o esquema bilionário de descontos indevidos das aposentadorias. O Senado também se recusou a informar os registros de entrada de Vorcaro na Casa, em resposta a um pedido formulado pelo blog via Lei de Acesso à Informação.
Em outras duas manobras de autodefesa, Alcolumbre se recusou a prorrogar a CPI do INSS – e ainda decidiu arquivar o requerimento de instalação da CPI do Banco Master, impedindo a abertura de uma nova frente de investigação em pleno ano eleitoral.
As duas investigações, que apavoram não só ele mas toda a cúpula do Congresso, estão no STF sob a relatoria do ministro André Mendonça, um dos principais cabos eleitorais da fracassada campanha de Messias ao STF.
O entorno de Alcolumbre também está em pânico com o avanço dos inquéritos. Um dos maiores aliados de Alcolumbre na Casa é o senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator da indicação de Messias, que já entrou na mira da PF. Em dezembro do ano passado, Weverton foi alvo de uma operação de busca e apreensão em uma fase da Operação Sem Desconto, que investiga o esquema bilionário de descontos indevidos em aposentadorias do INSS.
Na véspera da votação de Messias, Weverton garantiu a integrantes do governo Lula que o chefe da AGU teria, pelo menos, 45 votos necessários para ser aprovado, quatro a mais do que o mínimo exigido pela Constituição – 41 votos. Messias acabou tendo apenas 34 votos ‘sim’.”
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da Redação