A memória curta de Stédile

É preciso ter memória muito curta e uma ‘cara-de-pau’ para não se botar nenhum defeito e gravar um vídeo de repercussão nacional com as baboseiras e mentiras ditas por João Pedro Stédile, líder do Movimento dos Sem Terra-MST, às vésperas do julgamento de Lula pelo TRF-4, em Porto Alegre.

Stédile conclama o ‘seu povo’ e o exército dos ‘sem-terra’ para darem início ao que ele chamou de ‘luta de classes’, tendo presente o julgamento do ex-presidente Lula no próximo dia 24 de janeiro, com isso tentando constranger e intimidar os desembargadores que farão o julgamento, reformando ou confirmado a sentença de condenação proferida em primeira instância pelo Juiz Federal Sérgio Moro, de Curitiba.

Com essa ridícula postura, o que o referido cidadão está pretendendo nem se resume mais em exigir o ‘foro por prerrogativa de função de Lula’, ou seja, julgamento dos seus crimes pelo STF, como instância originária, como antes tentavam. As ‘exigências’ agora se ampliaram.

A ‘mobilização popular’ que Stédile propõe não passa de pretender um INDULTO, ou ANISTIA antecipada, sem mesmo início de cumprimento da pena de prisão por Lula, pasmem, dado pelo próprio Poder Judiciário.

Sem dúvida essa seria uma inovação no Direito Penal e Processual Penal, sem precedentes. Certamente ‘eles’ imaginam que Lula está ‘acima da lei’ e de todos os códigos. Nem se preocupam com a verdade. Se Lula cometeu, ou não, crimes.  O que não pode é Lula ser condenado e preso.

A tremenda ‘cara-de-pau’ de Stédile está em omitir a participação efetiva que teve tanto Lula, quanto Dilma, o PT e seus coligados, no descalabro político e governamental que aí está.  Todos compunham uma mesma ‘quadrilha’ de criminosos contra a coisa pública, desde 2003. 

Temer foi eleito ‘vice’ de Dilma. São criminosos iguais. Gente da mesma ‘laia’.

Por outro lado, o impedimento de Dilma seguiu à risca os preceitos constitucionais, apesar da ré ter sido favorecida com a condenação ‘meia-sola’ que recebeu (o tal ‘fatiamento’), preservando-se os seus direitos políticos, numa manobra muito ‘safada’, mas bem arquitetada pelo então presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski.

Stédile, com essa ‘convocação’, está ‘lavando as mãos’, próprias, do PT, de Lula e Dilma, como se eles nada tivessem a ver com o péssimo desempenho do Governo Temer, que jamais deixou de ser ‘farinha do mesmo saco’ deles. Mesmo porque na verdade o PT continua mandando no Governo Temer, apesar de ter saído da principal ‘vitrine’. O PT e toda a sua militância estão certos em condenar o Governo Temer. Mas não têm nenhuma moral para reivindicar agora o papel de ‘oposição’, de ‘moralistas’, como estão fazendo, nem para se considerarem mais capacitados, honestos e menos corruptos que Temer.

Resumidamente, falta legitimidade a essa pretensa ‘oposição’ para ameaçar o Poder Judiciário com o início de uma ‘revolução’, ou ‘luta de classes’, se porventura Lula for condenado pelos crimes a que responde.

Sérgio Alves de Oliveira

Advogado, sociólogo,  pósgraduado em Sociologia PUC/RS, ex-advogado da antiga CRT, ex-advogado da Auxiliadora Predial S/A ex-Presidente da Fundação CRT e da Associação Gaúcha de Entidades Fechadas de Previdência Privada, Presidente do Partido da República Farroupilha PRF (sem registro).

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