O dramático depoimento da mãe que salvou a filha que estava sendo esfaqueada por um maníaco com quem recusou namorar

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Alana Anísio Rosa sofreu tentativa de feminicídio porque não queria namorar o agressor.

No início de fevereiro, um homem invadiu a residência e deu 15 facadas nela.

Luiz Felipe Sampaio foi preso em flagrante pelo crime.

A jornalista Kelly Miyashiro, da Revista Veja, colheu um depoimento da mãe de Alana, Jaderluce Anísio de Oliveira. Transcrevemos:

“No dia 6 de fevereiro, cheguei em casa e me deparei com uma cena de filme de terror. Havia sangue para todos os lados, e minha menina, minha única filha, Alana, de 20 anos de idade, estava sendo brutalmente esfaqueada por um homem de quem ela havia rejeitado flertes insistentes e indesejados. Trabalho como motorista de van escolar e, naquele dia fatídico, eu deveria buscar uma criança na creche às 19h, mas a mãe dela me avisou que não seria mais necessário. Sendo assim, pude voltar mais cedo para casa — moramos em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Se não fosse por essa coincidência, teria encontrado apenas o corpo sem vida da minha filha. Assim que cheguei, escutei os gritos desesperados de Alana. Corri e empurrei seu agressor o mais forte que pude, enquanto gritava por socorro. Vizinhos vieram nos ajudar e levamos minha filha correndo para o hospital. No mesmo dia do ataque, policiais prenderam o criminoso. Hoje, mais de três meses após a quase tragédia, Alana se recupera dos ferimentos e do trauma, enquanto seu agressor, Luiz Felipe Sampaio, 22, está preso, aguardando os trâmites do Judiciário para ir a julgamento ou não. Estou lutando com todas as minhas forças para que Alana obtenha justiça — e que, assim, esse caso sirva de exemplo para que outras mulheres não venham a ser vítimas dos tenebrosos casos de feminicídio que assolam nosso país.
Alana é uma jovem estudiosa, criada com muito amor. Ela sonha em ser médica e vem se dedicando aos estudos para alcançar esse objetivo. Para amenizar a rotina intensa com os livros didáticos e o cursinho, buscou uma atividade física, a fim de melhorar a saúde mental. Eu sou uma frequentadora assídua da academia e minha filha passou a me acompanhar para treinarmos juntas. Foi lá que o agressor de Alana a avistou. Começamos a receber presentes em casa de um admirador secreto, com flores e chocolates chegando sem identificação. Sem saber a procedência, jogávamos tudo no lixo. Luiz Felipe começou a nos seguir nas redes sociais e, apesar de sermos discretas, aceitamos a conexão virtual sem preocupação, afinal, o conhecíamos de vista do bairro. Um dia, ele enviou mensagens para Alana, se declarando e afirmando que os presentes eram dele. Minha filha conversou comigo sobre o assunto e ressaltou que não tinha o menor interesse em se relacionar com ele. Alana respondeu de forma educada as mensagens, agradecendo os gestos e explicando que estava focada em outras coisas. O rapaz disse entender, mas não aceitou a rejeição como parecia.
Um dia antes do ataque, ele tentou invadir a nossa casa pela primeira vez, pulando na garagem, mas recuou porque nossa cadela, a Morena, avançou nele. Alana escutou os latidos e fechou a casa toda por segurança. O caso foi tão premeditado que, no dia seguinte, ele entrou através de um buraco no nosso telhado — e suspeito que tenha dado alguma droga para Morena, que não reagiu no momento. Não tive tempo de investigar isso, claro, porque estava totalmente dedicada a salvar minha filha. Alana passou por três cirurgias e precisa fazer fisioterapia para recobrar o movimento de alguns dedos. Enquanto me dedico a ajudá-­la a superar esse momento terrível, decidi me tornar uma pessoa mais ativa e vocal contra a violência que aflige as mulheres. Assumi a missão de espalhar alertas e denúncias, não só para que casos como o de Alana não se repitam, mas também para auxiliar aquelas que precisam de ajuda e não sabem onde buscar. Agora a luta é para que o agressor da minha filha vá a júri popular e seja condenado pelo que fez. Espero que a justiça seja feita. Ao lutar pela minha filha, luto pelas mulheres.”

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