Ciclista tem mal súbito e morre em prova de ultradistância entre Minas e São Paulo

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A atleta de ciclismo de ultradistância Eliana Tamietti, conhecida entre amigos e competidores como “Lili”, morreu na madrugada de sábado (9) enquanto participava de uma competição entre os estados de Minas Gerais e São Paulo. O acidente ocorreu na região de Piranguçu, no Sul mineiro, durante uma etapa do Bikingman Brasil.

A prova disputada por Eliana possuía percurso de 555 quilômetros, com largada e chegada em São José dos Campos, passando por cidades paulistas e mineiras ao longo da Serra da Mantiqueira. Segundo a organização, ainda não existem conclusões definitivas sobre as circunstâncias da morte da atleta.

Em comunicado oficial divulgado após o episódio, os organizadores afirmaram que o atendimento foi realizado rapidamente, com mobilização das equipes de resgate e apoio presentes na competição, mas a ciclista não resistiu.

“Até o momento, não há informações conclusivas sobre as circunstâncias da sua morte. Apesar do rápido atendimento e de todos os esforços das equipes de resgate, ciclistas e suporte presentes no evento, Eliana não resistiu. Pedimos respeito e sensibilidade nesse momento de luto”, informou o Bikingman.

De acordo com o diretor da prova, Vinícius Martins, a atleta teria sofrido uma queda após um possível mal súbito enquanto pedalava em um trecho de estrada de terra próximo a Piranguçu.

“Ela teve um mal súbito, não se sabe exatamente o que foi. Ela estava em cima da bicicleta e bateu no barranco”, relatou.

Segundo Martins, Eliana seguia acompanhada de outros três competidores. Após uma breve parada do grupo, a atleta retomou o percurso alguns segundos antes dos demais, momento em que ocorreu o acidente.

As equipes de socorro foram acionadas imediatamente pelos ciclistas que estavam próximos, com apoio da organização da competição. Participaram da ocorrência profissionais do Samu, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Polícia Civil. O óbito, porém, foi confirmado ainda no local, sem necessidade de transferência hospitalar.

“O socorro chegou e já foi constatado o óbito. Não houve transferência”, explicou o diretor do evento.

A Polícia Civil informou que realizou perícia na área onde ocorreu a morte da atleta. O corpo foi encaminhado ao Posto Médico-Legal para exames de necropsia, e o laudo pericial deverá apontar oficialmente a causa da morte e as circunstâncias do acidente.

Os registros de rastreamento por GPS mostram que Eliana havia passado por um dos trechos mais exigentes da prova pouco antes do acidente. A atleta cruzou o ponto mais alto do percurso, a 1.812 metros de altitude, por volta das 2h20, no quilômetro 199 do trajeto. O deslocamento seguiu normalmente até aproximadamente 4h27, já no quilômetro 219, horário que coincide com o acionamento do socorro.

O acidente ocorreu após a travessia da Serra de Luminosa, região conhecida por integrar o Caminho da Fé, rota tradicional de cicloturismo que conecta cidades mineiras e paulistas até Aparecida.

Ainda segundo Vinícius Martins, a perícia preliminar descartou falhas mecânicas na bicicleta ou problemas na estrada como fatores determinantes para o acidente.

“A bicicleta não tinha nenhum problema. Foi tudo periciado. Não foi a estrada, não foi a bicicleta”, afirmou.

Até o momento, a causa exata da morte permanece inconclusiva. Conforme explicou o diretor da prova, o registro inicial apontou “mal súbito, queda e morte”, sem confirmação se o falecimento ocorreu antes da queda, em razão de um problema de saúde, ou em decorrência dos traumas provocados pelo acidente.

Mesmo após a tragédia, o Bikingman Brasil foi mantido. Segundo os organizadores, a continuidade da competição ocorreu em consenso com os familiares da atleta.

“Toda a equipe do BikingMan presta suas mais sinceras condolências e, com a decisão em conjunto com a família, seguiremos com o evento honrando a vontade da Lili em percorrer os caminhos da Mantiqueira”, destacou a organização.

Natural de Belo Horizonte, Eliana Tamietti possuía ampla experiência em provas de ultradistância e gravel, modalidade que combina trechos de terra e asfalto. A atleta já havia participado de outras edições do Bikingman em 2024, 2025 e 2026.

Na edição Mantiqueira do ano passado, completou 500 quilômetros com mais de 9 mil metros de altimetria acumulada em 42h38min, alcançando o terceiro lugar na categoria feminina. Em 2025, também concluiu a prova internacional Across Andes, percurso de 857 quilômetros e 12.200 metros de altimetria acumulada.

Além das competições de endurance, Eliana acumulava resultados expressivos no ciclismo mineiro, incluindo o vice-campeonato estadual de contra-relógio individual em 2023 e o bicampeonato dos 300 km do Caminhos de Rosa, conquistado em 2023 e 2024.

Em depoimento concedido no ano passado a um patrocinador, a atleta comentou sobre a transformação pessoal proporcionada pelo ciclismo de longa distância.

“Cada vez que você transpõe um desafio, você quer mais. A gente vai escalonando os sonhos. Uma pessoa que é capaz de pedalar 300 km sem parar tem uma mente transformada. Ela não acredita que as coisas são impossíveis, ela acredita que tudo é possível. Viva intensamente cada momento”, declarou.

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da Redação Ler comentários e comentar