

Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência?
Por quanto tempo a tua loucura há de zombar de nós?
A que extremo se há de precipitar a tua desenfreada audácia?
Essas palavras foram endereçadas pelo senador Marco Túlio Cícero à Catilina, um nobre romano, no ano 63 A.C. e se tornaram sinônimo de combate ao abuso de poder.
Não temos um Cícero contemporâneo para levantar-se contra o nosso Catilina, que faz o que bem entende, destrói de maneira monocrática decisões por demais aguardadas e sancionadas pelo Congresso com uma única canetada, coloca deputados e senadores em posição de ridicularização de suas funções, e nos faz compreender, a duras penas, que os próximos meses, em que teremos mais uma eleição, um lado da disputa estará invariavelmente em posição de perseguição implacável, com concorrência desleal, retirando, uma a uma, as suas vitórias, que serão concedidas a outros, por interesses muito bem conhecidos por todos.
Ou o Congresso se insurge agora, sem mais demora, e com audácia semelhante, se contrapõe contra decisões realizadas por um só homem em contraponto aos votos de 594 congressistas que representam a voz do povo,
Ou, caso não o façam, caso deixem barato, caso se restrinjam às já cansativas bravatas que não levam a lugar nenhum, cancelar as eleições, dar por certo que realmente somos um bando de manés, entregar o ouro em definitivo aos bandidos, enfiar a viola no saco e ir para nossas casas cuidar do nosso jardim.
Reconhecer que para tudo há um limite, inclusive o de pagar de otário indefinidamente.
Se não há oposição capaz de enfrentar um déspota bancado pelo Sistema, que se feche o Congresso, que se enviem os supostos representantes do povo para casa em definitivo e se implante, de uma vez, o regime da inconstitucionalidade.
A esquerda, aquela que lamenta e chora há mais de 60 anos pela ditadura militar do período, comemorará efusivamente, como já o faz agora, a cada decisão do Catilina brasileiro.
A cada sandice, aplaudem e pedem por mais sangue.
A nossa ditadura é bem melhor que a sua, parecem dizer, hipocritamente.
É regra da vida:
O oprimido torna-se, invariavelmente, o novo opressor.
Humanidade, humanidade, que vergonha sinto de ti.
Silvia Gabas. @silgabas
A Magnitsky caiu, mas um dos maiores medos de Moraes ainda está disponível para o povo: o polêmico livro "Supremo Silêncio". A perseguição contra parlamentares, jornalistas e outros absurdos que começaram no famigerado Inquérito das Fakes News foram expostos! Se apresse, a censura está de olho nessa obra! Clique no link abaixo:
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Veja a capa:











