Deputadas do PSOL saem em defesa de arruaceiros da USP e atacam a Polícia Militar

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A Polícia Militar encerrou, na madrugada deste domingo (10), a ocupação do prédio da reitoria da Universidade de São Paulo (USP), no campus Butantã, na zona oeste da capital.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou que a ação policial foi motivada, entre outros fatores, por registros de danos ao patrimônio público: portões derrubados, vidros estilhaçados e catracas avariadas, além de diversos objetos destruídos no interior do edifício. Segundo a SSP, a PM também apreendeu no local drogas, facas, canivetes, bastões e porretes.

Pois bem não demorou para que parlamentares do PSOL – sempre eles – partissem em defesa dos ‘arruaceiros’, atacando a polícia, contra a ordem e a preservação do patrimônio público.

Confira abaixo a manifestação de duas parlamentares do PSOL:

Erika Hilton:

“Estou acionando a Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de São Paulo contra o governo Tarcísio de Freitas, a Polícia Militar e a Reitoria da USP pela violência praticada nessa madrugada contra os estudantes que protestam por melhorias na universidade.
O protesto, legítimo, pede apenas que estudantes em vulnerabilidade social tenham a possibilidade de continuar a sua formação.
E é um absurdo que o poder público se recuse a negociar, parta para a violência e que quatro estudantes tenham sido detidos por exercerem seu direito constitucional ao protesto.
Isso, por si só, já exige uma resposta da Justiça. É assim que a força policial, a USP e o governo do estado estão autorizados a agir em São Paulo?
Mas mais absurdo ainda é o fato de que a Reitoria da USP afirma sequer ter sido avisada da operação policial, apesar das evidências que apontam o contrário e indicam que essa violência contra os estudantes estava sendo articulada entre a reitoria e a PM desde a sexta-feira, como o corte dos serviços de água e luz que estavam sendo utilizados pelos alunos.
Se a Polícia Militar decidiu agir por conta própria dentro da USP para calar, com violência, um protesto de estudantes que pedia por negociações com a reitoria, esse fato e os mandantes dessa operação precisam ser urgentemente investigados.
E, se a Reitoria e a PM planejavam essa violência intencionalmente desde a sexta-feira, isso também precisa ser urgentemente investigado.
Sigo atenta a todo desdobramento e às movimentações e articulações dos estudantes da USP.
Estudar é um direito. E não podemos aceitar que, quando o pobre finalmente consegue pisar na USP, o aparato de violência estatal decida pisar no pobre.”

Sâmia Bomfim:

“Estou acionando a Corregedoria da Polícia Militar e o Ministério Público para apurar a conduta ilegal e truculenta na última madrugada, quando a tropa de choque agiu com violência ao entrar na USP e agredir estudantes. Todo apoio à luta dos estudantes por permanência e democracia na universidade!”

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