
URGENTE: Uma das maiores empresas do país pede socorro na Justiça para não declarar falência

12/05/2026 às 12:45 Economia

O Grupo Toky, responsável pelas marcas Tok&Stok e Mobly, protocolou nesta terça-feira (12) um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. A medida busca impedir o agravamento da crise financeira enfrentada pela companhia, que informou possuir um endividamento próximo de R$ 1,1 bilhão.
Segundo informações apresentadas no processo, a empresa tenta reorganizar suas obrigações financeiras e preservar as operações enquanto negocia com credores. O grupo afirma que o cenário econômico dos últimos anos afetou diretamente o setor de móveis e decoração, pressionando as receitas e reduzindo a capacidade de geração de caixa.
Em comunicado ao mercado, a companhia destacou fatores como juros elevados, restrição no acesso ao crédito, aumento do endividamento das famílias brasileiras e queda na procura por bens duráveis, incluindo móveis e itens para casa. De acordo com o grupo, esses elementos contribuíram para a retração nas vendas e para a deterioração das finanças.
A empresa afirmou ainda que realizou tentativas de renegociação com credores antes de recorrer ao pedido judicial, mas o volume das dívidas continuou aumentando ao longo dos últimos meses.
A recuperação judicial permite que companhias em dificuldade financeira renegociem débitos sob proteção da Justiça, mantendo o funcionamento das operações durante o processo. Conforme o Grupo Toky, a iniciativa tem como objetivo assegurar a continuidade dos serviços, preservar empregos e criar condições para a reestruturação financeira da companhia.
Entre as solicitações encaminhadas à Justiça está a liberação imediata de cerca de R$ 77 milhões provenientes de vendas realizadas por cartão de crédito. Segundo a empresa, os valores estariam retidos pelo SRM Bank, situação que teria comprometido fortemente o fluxo de caixa do grupo.
Ainda de acordo com a companhia, a retenção desses recursos passou a colocar em risco despesas consideradas essenciais, incluindo o pagamento da folha salarial de mais de 2 mil funcionários.
No processo, o grupo também pediu a suspensão, por 180 dias, das ações de cobrança movidas por credores. Esse período, conhecido como “stay period”, é previsto na legislação de recuperação judicial para permitir negociações e reorganização financeira.
Outro pedido feito pela empresa envolve a preservação de contratos e serviços considerados estratégicos para a continuidade das operações. A companhia busca impedir possíveis interrupções em áreas como logística, transporte, sistemas digitais, computação em nuvem, fornecimento de energia elétrica e abastecimento de água.
O Grupo Toky informou que os problemas financeiros começaram ainda durante a pandemia de Covid-19, período em que o setor enfrentou mudanças significativas no comportamento de consumo e nas operações comerciais. Desde então, mais de 17 lojas foram fechadas pela companhia.
Em 2023, a Tok&Stok já havia iniciado um processo de reestruturação financeira, com renegociação de aproximadamente R$ 339 milhões em dívidas bancárias. Na ocasião, a empresa também fechou um acordo de reestruturação tecnológica com a Domus Aurea e recebeu um aporte de R$ 100 milhões realizado por acionistas.
Criado em 2024, o Grupo Toky nasceu da integração entre Mobly e Tok&Stok, consolidando um dos maiores conglomerados de móveis e decoração da América Latina. Além das duas principais marcas do varejo, a companhia também controla a Guldi, especializada em colchões e produtos voltados ao conforto doméstico.
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