Cantor famoso que "fez o L", chama garçom de "paraíba" e vai parar na delegacia

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O cantor Ed Motta esteve nesta terça-feira (12) na 15ª Delegacia de Polícia, localizada na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro, para depor sobre a confusão registrada no restaurante Grado. O artista é investigado por injúria por preconceito, infração cuja pena pode variar de um a três anos de prisão.

Conforme relatos prestados por funcionários do estabelecimento às autoridades, a discussão começou por causa da chamada taxa de rolha, cobrança feita quando clientes levam bebidas ao restaurante. Segundo os depoimentos, Ed Motta frequentava o local regularmente, sozinho ou acompanhado da esposa, sem que o valor fosse exigido. Porém, no episódio ocorrido no último dia 2, o restaurante decidiu cobrar a taxa após o cantor chegar acompanhado de outras seis pessoas.

A cobrança teria provocado um desentendimento entre os integrantes do grupo e os funcionários do restaurante. Durante a discussão, segundo os relatos anexados ao inquérito, o artista teria utilizado o termo “paraíba” de maneira pejorativa ao se dirigir a um dos trabalhadores, o que motivou a acusação de xenofobia.

"Vai tomar no c* seu filho da p*** paraíba (…) Olha, o babaca está rindo. Nunca vi esse babaca rindo. Está sempre de mal com a vida, esse paraíba", teria dito ele, segundo os relatos.

A situação ficou ainda mais tensa após clientes de uma mesa próxima também se envolverem na discussão. Um dos frequentadores afirmou ter sido atingido por uma garrafa e posteriormente por um soco. Após receber atendimento médico, ele registrou boletim de ocorrência.

Na investigação referente à agressão física, Ed Motta aparece apenas como testemunha. Já no procedimento relacionado à injúria por preconceito, o cantor figura como autor investigado.

Em 2022, Ed Motta fez campanha escancarada para o petista Lula: 

Eis o vídeo da confusão: 

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da Redação Ler comentários e comentar