Sai a extensa lista dos alvos da Operação Sem Refino da PF que atingiu o ex-governador do Rio de Janeiro
16/05/2026 às 05:55 Polícia
A Operação Sem Refino apura um suposto esquema bilionário envolvendo o Grupo Refit, antigo nome da Refinaria de Manguinhos.
O Grupo Refit é apontado pela Receita Federal como um dos maiores devedores tributários do país, acumulando dívidas superiores a R$ 26 bilhões.
A lista inclui o seguintes nomes:
Guaraci de Campos Vianna. Desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Renan Miguel Saad, que ocupava o cargo de procurador-geral do Rio de Janeiro, foi alvo de mandados de busca e apreensão da PF e de um pedido de afastamento do cargo. Saad já havia sido exonerado do posto no fim de abril, em meio à troca de governo no Rio de Janeiro.
Dois escrivães da Polícia Federal que, além dos pedidos de afastamentos dos cargos que ocupavam, tiveram endereços alvo de busca e apreensão pelos investigadores da PF. São eles: Márcio Cordeiro Gonçalves e Maxwell Moraes Fernandes.
As buscas e apreensões realizadas atingiram 14 pessoas:
Cláudio Bomfim de Castro e Silva, ex-governador do Rio de Janeiro;
Juliano Pasqual, ex-secretário de Fazenda do Rio de Janeiro (em dois endereços);
Renato Jordão Bussiere, ex-presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea);
Renan Miguel Saad, ex-procurador-geral do Estado do Rio de Janeiro;
Guaraci de Campos Vianna, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do RJ;
Jonathas Assunção Salvador Nery, integrante do núcleo empresarial vinculado à Refit;
Adilson Zegur, ex-subsecretário de Receita da Sefaz/RJ;
Jose Eduardo Lopes Teixeira Filho, operador no núcleo administrativo-fiscal do esquema vinculado à Refit;
Álvaro Barcha Cardoso, intermediário central no núcleo de influência institucional do esquema vinculado à Refit;
Roberto Fernandes Dima, integrante do núcleo empresarial vinculado à Refit;
Márcio Cordeiro Gonçalves, escrivão da Polícia Federal;
Márcio Pereira Pinto, escrivão da Polícia Federal (em dois endereços); e
Maxwell Moraes Fernandes, policial civil do Estado do Rio de Janeiro.
A Polícia Federal também efetuou buscas em duas empresas: a Empresa Refinaria De Manguinhos – Refit, e a Empresa Fidd Administração de Recursos Ltda.
O empresário e dono do Grupo Refit, Ricardo Magro, foi alvo da operação e recebeu mandado de prisão preventiva. Magro mora em Miami (EUA). Por isso, a PF incluiu seu nome na Difusão Vermelha da Interpol.
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da Redação