O que era para destruir Flávio acabou produzindo o efeito contrário. Entenda (veja o vídeo)

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Tentaram transformar um áudio vazado em destruição de reputação.  O resultado? Flávio Bolsonaro ganhou quase 39 mil seguidores em apenas um dia.

E isso revela algo que parte da imprensa e da elite política ainda não entendeu sobre o brasileiro.

O brasileiro pode até tolerar erros.  Mas ele rejeita injustiça percebida.

Quando uma narrativa parece exagerada, forçada ou construída apenas para assassinar reputações, ela perde força emocional. E foi exatamente isso que aconteceu.

Ao invés de se esconder, Flávio Bolsonaro fez o oposto do que muitos fariam: enfrentou. 

Foi para entrevistas, ocupou espaço, respondeu rapidamente e não transmitiu medo.

Na política moderna, silêncio prolongado transmite culpa. Presença transmite enfrentamento.

Existe ainda outro fenômeno importante: saturação moral narrativa. 

Depois de anos vendo escândalos bilionários, esquemas estruturados e casos gravíssimos de corrupção no país, grande parte da população simplesmente não enxergou proporcionalidade entre o ataque e o conteúdo apresentado.

E quando o ataque parece maior que o fato, parte da população reage de forma quase instintiva: protegendo quem está sendo alvejado.

Foi exatamente aí que a estratégia virou contra quem tentou executá-la.

Mais uma vez, fica claro: narrativa sem conexão emocional não destrói reputação.  Às vezes, fortalece identidade.

Foto de Emílio Kerber Filho

Emílio Kerber Filho

Escritor e Estrategista Político. Autor do livro: 20 Dias para a Vitória: Os bastidores de uma campanha surpreendente e as estratégias que levaram à vitória eleitoral

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