Renan vai pra cima de Galípolo e o clima esquenta no Senado (veja o vídeo)

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O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, e o senador Renan Calheiros (MDB-AL) protagonizaram um bate-boca durante a sessão de hoje da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

A discussão começou a ficar mais acalorada quando Renan, presidente do colegiado, disse que Galípolo chegou a afirmar, naquela mesma comissão, que a operação de venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB) estava correta. Isso antes de o BC vetá-la.

A operação foi vetada pelo BC, que liquidou extrajudicialmente o banco de Daniel Vorcaro no fim do ano passado, repassando às autoridades os indícios de fraude financeira. Galípolo reagiu veementemente à afirmação do senador, interrompendo sua fala com a negativa:

— Não, não... O Banco Central jamais diria que a operação é correta, porque o Banco Central não comenta sobre instituição particular. Eu não posso fazer isso — afirmou Galípolo.

Renan, por sua vez, retrucou e disse que disponibilizaria um áudio que comprovaria a suposta declaração. No entanto, nenhum áudio foi exibido durante a sessão.

— Permita-me, que eu vou lhe mandar a gravação da resposta que o senhor deu aqui nesta comissão — afirmou o senador.

Galípolo então defendeu a atuação do BC na operação de compra do BRB, e afirmou que a instituição agiu corretamente ao barrar a venda do Master ao banco estatal controlado pelo Distrito Federal:

— A função do Banco Central é tentar salvar a instituição em vez de liquidá-la. No entanto, não havia o que salvar no Master. Por isso, a proibição da venda para o BRB foi correta. Hoje, só quem não tem TV a cabo ou internet pode achar que o Banco Central queria aprovar essa operação.

O presidente do BC relembrou que, enquanto a compra do Master pelo BRB era analisada, lideranças do Congresso apresentaram um projeto que permitia ao Legislativo demitir o presidente e diretores da autoridade monetária, que têm autonomia operacional e mandatos fixos desde 2019.

Renan Calheiros não se deu por satisfeito e voltou à carga, classificando como “gravíssimo" que Galípolo não tenha reagido publicamente às propostas envolvendo Master e BRB.

— A reação pública de Vossa Excelência naquele momento era pedagógica para a autonomia do BC, e isso não foi feito. Isso é gravíssimo — disse Renan.

Galípolo rebateu afirmando que não é papel do BC “gravar vídeos para o TikTok”.

— Ela (a reação) foi pedagógica. No dia seguinte, o Banco Central teve a coragem de rejeitar (a operação entre BRB e Master). O Banco Central não tem que pegar a televisão, gravar um Instagram, um TikTok fazendo isso. O Banco Central não é palanque. O Banco Central toma a decisão correta, independente de quem está jogando pedra e fazendo barulho.

Galípolo repetiu que tem tomado muito cuidado para não transformar o BC em "palanque político" e que sua função "não é perseguir ninguém".

A sessão então se transformou em um bate-boca entre Calheiros e o presidente do BC, que passou a reclamar da dificuldade de ser ouvido pelo colegiado.

— Eu não consigo falar. Gente, eu queria só um minuto para falar — reclamou Galípolo enquanto o presidente da CAE falava.

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