Marcola se manifesta sobre operação que prendeu Deolane
21/05/2026 às 16:32 Direito e Justiça
A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e apontado pelas autoridades como principal liderança do Primeiro Comando da Capital, se manifestou nesta quinta-feira (21) após a deflagração da Operação Vérnix.
A ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado em conjunto com a Polícia Civil de São Paulo e resultou no cumprimento de mandados de prisão preventiva e buscas relacionadas a um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa.
Em nota, o advogado Bruno Ferullo afirmou que as medidas cautelares adotadas pelas autoridades não representam reconhecimento de culpa e ressaltou que o caso ainda se encontra em fase de investigação policial.
“As investigações se apoiam exclusivamente em indícios e suspeitas, expressões que possuem peso probatório limitado e precisam ser submetidas ao contraditório antes de qualquer conclusão”, declarou a defesa.
Segundo o advogado, as acusações atribuídas a Marcola envolvem suposta participação em organização criminosa e lavagem de capitais relacionadas a movimentações financeiras realizadas por terceiros e a uma ligação indireta com uma empresa de transportes investigada pelas autoridades.
A defesa também pediu cautela em relação à divulgação do caso.
“Solicitamos à imprensa e à sociedade que garantam a presunção de inocência, direito fundamental do ordenamento jurídico brasileiro, abstendo-se de conclusões precipitadas que possam prejudicar o andamento do processo e a imagem dos envolvidos antes de qualquer pronunciamento judicial definitivo”, afirmou Bruno Ferullo.
A Operação Vérnix teve origem em investigações iniciadas em 2019, após policiais penais apreenderem bilhetes com detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau. Segundo os investigadores, os recados continham referências à estrutura interna do PCC, movimentações da facção e possíveis ameaças contra agentes públicos.
A apuração levou as autoridades a uma transportadora localizada em Presidente Venceslau, posteriormente apontada pela Justiça como instrumento utilizado para lavagem de dinheiro atribuída ao grupo criminoso.
As investigações avançaram para uma nova etapa, denominada Operação Lado a Lado, que identificou movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos investigados, além do uso da empresa de transportes como suposto braço financeiro da facção.
Durante essa fase, investigadores apreenderam aparelhos celulares e analisaram mensagens trocadas entre pessoas ligadas ao PCC. O conteúdo revelou indícios de repasses financeiros para a influenciadora Deolane Bezerra e apontou possíveis vínculos comerciais e pessoais dela com um dos gestores da transportadora investigada.
Além de Marcola, a operação também teve como alvos Alejandro Camacho e os sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.
Segundo os investigadores, o grupo utilizaria empresas e terceiros para ocultar patrimônio e movimentar recursos ligados à organização criminosa.
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da Redação