
Homem suspeito de matar namorada tentou registrar união estável para herdar apartamento

25/05/2026 às 07:15 Polícia

Adalton Martins Gomes, 45 anos, foi preso preventivamente na semana passada como suspeito de matar a namorada Giovanna Neves Santana Rocha, 22 anos, em fevereiro, no bairro da Savassi, em Belo Horizonte. O caso foi inicialmente tratado como suicídio, até o laudo de necropsia apontar asfixia por sufocação direta.
Após o crime, o suspeito ajuizou ação de reconhecimento de união estável ‘post mortem’ para tentar herdar o imóvel de R$ 900 mil deixado pelo pai de Giovanna. Também mudou a conta de luz do apartamento para o próprio nome logo no início do relacionamento de quatro meses. O advogado da família relatou ainda que Adalton foi ao escritório dele exigir que renunciasse aos processos da vítima para colocar um novo advogado. Sem filhos, a herança poderia ser dividida entre o companheiro sobrevivente e os pais da vítima, conforme a ordem sucessória prevista no Código Civil Brasileiro.
Segundo a Polícia Civil, Adalton foi a última pessoa a estar com a vítima antes da morte. Imagens de segurança mostraram o suspeito deixando o prédio horas antes de o corpo ser encontrado por uma amiga da jovem.
A investigação aponta ainda que, após a morte, Adalton enviou mensagens e áudios a amigas de Giovanna pedindo ajuda para formalizar o reconhecimento da união estável. A jovem havia herdado o apartamento onde morava e também tinha valores a receber relacionados ao inventário do pai.
“O que tudo indica é que há um interesse patrimonial envolvido”, disse a delegada Ariadne Coelho.
Adalton ainda é casado com a ex-mulher e tem quatro filhos.
De acordo com a Polícia Civil, o homem ficou no apartamento da estudante depois da morte dela.
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