Lula e Hugo Motta se encontram e fim da escala 6×1 deve avançar no Congresso

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O petista Lula se reúne nesta segunda-feira (25), no Palácio da Alvorada, com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para avançar nas negociações sobre a proposta que reduz a jornada semanal de trabalho e altera o modelo da escala 6×1. O encontro também conta com a participação do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

A principal meta da reunião é consolidar a versão final da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) antes da apresentação oficial do parecer do relator, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), prevista para ocorrer a partir das 17h desta segunda-feira na comissão especial da Câmara.

Mudanças previstas na proposta

A PEC em discussão no Congresso Nacional estabelece a redução da carga horária semanal de 44 para 40 horas sem redução salarial. Além disso, o texto prevê o fim gradual da escala 6×1, sistema em que o trabalhador atua durante seis dias consecutivos e folga apenas um.

A proposta tem mobilizado sindicatos, empresários e parlamentares nos últimos meses, principalmente devido aos impactos econômicos e operacionais que a mudança pode gerar em diversos setores da economia.

Impasse sobre prazo de transição

O principal ponto de divergência entre governo, empresários e parlamentares envolve o período de adaptação para implementação das novas regras trabalhistas.

Publicamente, Lula vem defendendo que a mudança seja adotada de forma rápida. Entretanto, integrantes da base governista reconhecem nos bastidores que será necessário construir um acordo político para garantir apoio suficiente à proposta. A equipe do governo trabalha com a possibilidade de um período de transição de dois anos.

Já parlamentares de centro e da oposição defendem um prazo mais longo, que pode chegar a cinco anos, alegando necessidade de adaptação das empresas, especialmente nos setores com maior demanda operacional.

Durante audiência pública realizada na sexta-feira (22), em Florianópolis, o relator Léo Prates comentou as negociações em andamento:

“Não haverá concessões inegociáveis. Agora, o tamanho das concessões para aprovar o texto que nós teremos depende de cada um de vocês: da mobilização, da pressão”, afirmou o deputado.

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da Redação Ler comentários e comentar