O STF que mandou citar Bolsonaro numa UTI agora estrebucha por uma citação por e-mail

Ler na área do assinante

O ministro Alexandre de Moraes sempre foi extremamente criativo para promover a citação de seus ‘inimigos’. Sim, o magistrado tem inimigos e atua com toda a força de seu poder contra eles. Eis que agora, pela primeira vez está sentindo o peso da lei em sentindo inverso, onde ele agora é o réu.

Apavorado, o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou conversas com integrantes do Governo Lula para definir uma reação jurídica e institucional após Moraes ser intimado por e-mail em um processo movido pelas empresas Rumble e Trump Media & Technology Group nos Estados Unidos. Ora, foi Moraes quem instituiu esse tipo de citação. Mesmo assim, as empresas americanas tentaram notificar Moraes pelas vias normais, mas foram impedidas pelo sistema judiciário brasileiro, que ‘escondeu’ o magistrado, impedindo sua citação.

O processo envolve acusações de censura relacionadas a decisões judiciais proferidas por Moraes sobre conteúdos e discursos políticos.

Conforme os argumentos apresentados pelas companhias Rumble e Trump Media, as determinações judiciais brasileiras seriam inaplicáveis em território norte-americano por violarem a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, além de contrariar legislações locais de comunicação e políticas públicas do estado da Flórida.

Por fim, vale comentar um artigo da jornalista Nadia Fuhrmann, que relembra como se deu a citação do ex-presidente Jair Bolsonaro. O STF agora não pode chorar. Ela elucida a questão:

“O STF coleciona humilhações e constrangimentos internacionais. Pergunto-me quando isso começou e quando vai terminar.
Os advogados da Rumble argumentaram que o ministro Alexandre de Moraes utilizava o e-mail institucional para enviar ordens de censura, além de ameaças de multas e suspensão às plataformas digitais. Dessa forma, receberam autorização para usar o mesmo canal eletrônico para citá-lo oficialmente.
Sinceramente, acho tudo isso muito constrangedor para nós, brasileiros. Por outro lado, há pouco me lembrei da forma desrespeitosa e atípica como o ex-presidente Bolsonaro foi intimado, em abril de 2025. No dia 11 de abril do ano passado, o STF determinou a notificação dos réus denunciados pelo esdrúxulo golpe de Estado. Entre os acusados estava Jair Bolsonaro.
O ex-presidente encontrava-se internado na UTI do Hospital DF Star, em Brasília, recuperando-se de uma delicada cirurgia intestinal, consequência da tentativa de homicídio sofrida em setembro de 2018, durante a campanha eleitoral. Lembro-me de que a sociedade brasileira assistiu, boquiaberta, pelos meios de comunicação, a uma oficial de justiça entrar no hospital para citar um homem convalescente, recém-operado e deitado em uma cama de UTI, por determinação do ministro Moraes.
Ela entrou na unidade, entregou a citação a Bolsonaro, colheu sua assinatura e registrou oficialmente o ato às 12h47 do dia 23 de abril de 2025. Ética e humanamente, algo inaceitável. Um Judiciário que involuiu ao ponto de remeter ao mundo medieval.
Duas semanas após a intimação que provocou revolta entre os brasileiros, os principais jornais do país estampavam a seguinte manchete: ‘Cristiane Oliveira, a oficial de justiça que intimou Bolsonaro na UTI, é recebida no Supremo Tribunal Federal e recebe solidariedade dos ministros Luís Roberto Barroso e Cármen Lúcia’.”

E conclui a jornalista:

“É isso, senhores: o mundo não gira, ele capota.”

A Magnitsky caiu, mas um dos maiores medos de Moraes ainda está disponível para o povo: o polêmico livro "Supremo Silêncio". A perseguição contra parlamentares, jornalistas e outros absurdos que começaram no famigerado Inquérito das Fakes News foram expostos! Se apresse, a censura está de olho nessa obra! Clique no link abaixo:

https://www.conteudoconservador.com.br/products/supremo-silencio-o-que-voce-nao-pode-saber

Veja a capa:

da Redação
Ler comentários e comentar