Os três patetas da direita, um mineiro e dois paranaenses. O NOVO se revela. E no dia 29 Flávio vai a Curitiba. E aí? (veja os vídeos)

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A direita brasileira, ao que tudo indica, conquista cada vez mais sua maturidade e não se deixa levar mais por discursos que andam ao lado das narrativas oportunistas. Percebe quando alguns políticos, e os que estão no seu entorno, querem embolar o meio de campo para tirar vantagem eleitoral.

O pré-candidato presidencial do partido Novo, Romeu Zema, dá sinais claros que veio para tumultuar o cenário eleitoral em busca de alçar seu nome a um patamar nacional que ele não tem, mas o efeito é contrário justamente por causa desta maturidade política. Desde suas declarações contra Flávio Bolsonaro no caso dos áudios vazados com o Vorcaro, ele só encontrou resistências e decepção, inclusive, no seio do seu próprio partido.

A primeira patetada dele!

Não satisfeito, hoje emendou mais uma declaração contra o mesmo Flávio, só que com um agravante que desnuda o tom e o alinhamento dos maus políticos. O discurso é o de tentar impor o medo e jogar nas costas de terceiros uma culpa daquilo que eles mesmo promovem. Zema disse que votar no Flávio Bolsonaro é eleger o Lula.

Sua segunda patetada!

O alinhamento, bem ao estilo faccioso da esquerda brasileira, se vê quando o mesmo discurso é utilizado no Paraná. E aqui entram os outros dois patetas.

O Deltan Dallagnol e o Jeffrey Chiquini vem fazendo patetadas atrás de patetadas por lá.

O Deltan, e não é segredo para ninguém, já enfrenta a desconfiança do eleitor quando sua insistência para concorrer a uma das vagas para o Senado Federal está totalmente comprometida por uma inelegibilidade patente. Esse fator não é invenção de ninguém, haja vista que seu mandato como deputado federal foi cassado em 2023. Reforça a tendência quando dois ministros do STF (que será a instância que vai dar a palavra final) já atuaram contra ele em dois casos recentes - Gilmar Mendes e Flávio Dino.

Já o Chiquini, que carrega polêmicas na condução de sua carreira como advogado, apareceu no mundo político após ter destaque na defesa contundente das vítimas do 8 de janeiro e no enfrentamento com o STF. Mas, esse destaque vem diluindo com o passar do tempo, vez que a realidade mostra mais a busca pela autopromoção midiática do que o sucesso na sua atuação como advogado de defesa e na sua postura agressiva contra os conservadores.

A união de ambos, veio com a decisão de se declararem como pré-candidatos, Deltan a senador e Chiquini a deputado federal. Essa união desencadeou uma série de ataques à “concorrente” que incomoda a ambos; a Cristina Graeml. Entre vários dos seus modelitos de ataques, a predileta deles foi por ocasião do ingresso da jornalista no partido do governador paranaense, o mais bem avaliado do Brasil, Ratinho Júnior, a convite deste, o PSD. Deitaram falação, deslavadamente, associando a Graeml ao presidente nacional do partido, o Kassab, por ter sido uma crítica contumaz desse partido, e blá, blá, blá… E essa união tem um motivo. Com a provável negativa ao registro do Dallagnol, o próprio Chiquini pode ocupar sua vaga. Elementar, não?   

Mas o que liga diretamente Zema, Dallagnol e Chiquini, é o discurso do medo e da culpa, pouco importando o principal protagonista das eleições: o eleitor! Tal qual o Zema declarou que votar no Flávio Bolsonaro é eleger o Lula, Dallagnol e Chiquini alegam que votar na pré-candidata Cristina Graeml ao senado é eleger a esquerdista Gleisi Hoffmann. Tem como pano de fundo a narrativa de que eles, Flávio e Cristina, são os “divisores da direita”, quando, na verdade, são os próprios que promovem isso.    

Patetada geral!

E agora, com a confirmação da presença de Flávio Bolsonaro em um evento do PL em Curitiba, no próximo dia 29, como vai ficar um eventual encontro dos pré-candidatos do Novo (coligados com o PL no Paraná) com o achincalhado Flávio pelo pré-candidato do partido deles, Romeu Zema? Será que serão convidados? E se forem convidados, irão comparecer com que cara?

Fico aqui imaginando, ainda, caso o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, compareça ao evento, como ele vai lidar com isso?

Foto de Alexandre Siqueira

Alexandre Siqueira

Vice-presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Independente e Afiliados - AJOIA Brasil - Colunista Jornal da Cidade Online - Autor dos livros Perdeu, Mané! e Jornalismo: a um passo do abismo..., da série Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa! Visite:  http://livrariafactus.com.br

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