AO VIVO: Flávio leva a Trump o tema que Lula tentou evitar (veja o vídeo)

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O encontro de Flávio Bolsonaro com Donald Trump, na Casa Branca, deixou um recado político claro para a eleição presidencial de 2026: a segurança pública deve ocupar lugar central na disputa.

O ponto mais relevante da reunião foi o pedido de Flávio para que os Estados Unidos classifiquem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A medida elevaria o tratamento dado às facções criminosas brasileiras, abrindo espaço para maior pressão internacional, bloqueios financeiros, sanções e cooperação mais dura no combate ao crime organizado. A diferença em relação à postura de Lula é evidente.

Enquanto Flávio foi a Trump pedir endurecimento contra as facções, Lula já havia levado argumentos contrários a essa classificação. O governo brasileiro sustenta que PCC e Comando Vermelho são organizações criminosas, mas não grupos terroristas, por não terem motivação política, religiosa ou ideológica.

O problema é que, eleitoralmente, essa explicação técnica pode custar caro.

Para o cidadão comum, a pergunta é simples: por que o governo brasileiro resiste a uma medida que poderia aumentar a pressão contra duas das maiores facções do país?

Flávio tenta ocupar exatamente esse espaço. Ao defender que PCC e Comando Vermelho sejam tratados como ameaça máxima, ele se apresenta como o nome do enfrentamento direto ao crime organizado. Lula, por outro lado, aparece na posição de quem prefere cautela diplomática e jurídica.

Essa diferença pode virar uma das linhas mais fortes de 2026.

De um lado, Lula fala em soberania e evita internacionalizar o tema. De outro, Flávio aposta na cooperação com os Estados Unidos e no endurecimento contra as facções.

A esquerda pode acusar Flávio de abrir espaço para ingerência estrangeira. Mas a direita tende a responder com uma pergunta difícil: se PCC e Comando Vermelho já atuam em escala internacional, movimentam dinheiro, dominam territórios e desafiam o Estado, por que não tratá-los como ameaça internacional?

O encontro com Trump, portanto, foi mais do que uma foto no Salão Oval. Foi um gesto de campanha.

Flávio tentou mostrar que tem acesso ao centro do poder americano, conexão com o trumpismo e uma pauta forte para 2026: segurança pública, crime organizado e enfrentamento sem ambiguidade às facções.

A disputa que se desenha é clara: Lula quer cautela. Flávio quer endurecimento.

E, em um país assustado com o avanço do crime organizado, essa diferença pode pesar muito na eleição.

Veja o vídeo:

Emílio Kerber Filho

Escritor e Estrategista Político. Criador do método Arquitetura Eleitoral:
https://emiliokerber.com.br/

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