
O “cálculo” que pode levar a liberdade plena a Bolsonaro

27/05/2026 às 18:56 Direito e Justiça

A revisão criminal proposta pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro já está tramitando. Nesse sentido, o analista político, economista e matemático Diogo Muguet fez uma análise do que pode acontecer na votação do caso na 2ª turma, onde apenas 4 votos decidirão o processo. Confira:
“Nunes Marques abriu o prazo de 20 dias para o PGR se manifestar sobre a Revisão Criminal. O segredo? O caso saiu da mão de quem condenou o presidente (Moraes, Dino, Zanin) e foi para a 2ª Turma.
Com LUIZ FUX impedido, o destino do país está na mão de apenas 4 ministros.
A internet repete que "empate favorece o réu". Errado! Na Revisão Criminal, o empate em 2 a 2 mantém a condenação de pé.
Kassio e André Mendonça tendem a votar para anular. Falta UM voto. E é aqui que a esquerda vai cair do cavalo: todos acham que o perigo é Gilmar Mendes, mas o pivô real é Dias Toffoli.
Por que Toffoli? Ninguém aqui é ingênuo: ele não votaria por convicção ideológica, mas por puro cálculo de sobrevivência. Ele é o maior termômetro de Brasília: quando o vento político muda, ele recalcula a rota para se autopreservar. Se ele sentir que a corda vai estourar, ele pula do barco.
E a defesa de Bolsonaro entregou a senha perfeita para esse cálculo de conveniência. Se o processo foi fatiado errado e a delação de Cid foi forçada, Toffoli tem o pretexto técnico ideal para desarmar a bomba, posar de técnico e evitar o pior.”
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