
A armadilha perfeita: Banco Itaú, 14 anos de “golpe silencioso” contra sua clientela

28/05/2026 às 10:56 Sociedade

O maior banco privado do Brasil admitiu, ao assinar acordo com o Ministério Público de Minas Gerais, que cobrou durante 14 anos por serviços não contratados e não solicitados nas faturas de cartões de crédito de centenas de milhares de clientes. A prática foi classificada pelo próprio promotor de Justiça responsável pela ação como de "extrema má-fé" — e a expressão é precisa, porque o que os documentos revelam não foi um erro sistêmico: foi uma estratégia deliberada, sofisticada e cruel.
O método era simples e eficaz. Cobranças de seguros e serviços — com nomes propositalmente genéricos e confusos, como "Seguro AP Premiado," "Lig Bloqueio" ou "Proteção Perda e Roubo" — apareciam nas faturas sem que o cliente tivesse pedido coisa alguma. Os nomes dificultavam a identificação da origem do débito.
Quem identificava a irregularidade enfrentava a burocracia do banco para cancelar — e há casos documentados em que o Itaú prometeu interromper a cobrança e continuou descontando nos meses seguintes.
O cliente que não pagava o valor total da fatura era punido com juros e multas. Ou seja: ou pagava pelo serviço que não pediu, ou pagava pela recusa em pagar pelo serviço que não pediu. A armadilha era perfeita.
Estamos sobrevivendo graças a ajuda de nossos assinantes e parceiros comerciais. Para fortalecer a nossa batalha, considere se tornar um assinante, o que lhe dará o direito de assistir o primeiro PODCAST conservador do Brasil e ter acesso exclusivo ao conteúdo da Revista A Verdade, onde os "assuntos proibidos" no Brasil são revelados. Para assinar, clique no link: https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/apresentacao
SEU APOIO É MUITO IMPORTANTE! CONTAMOS COM VOCÊ!












