
Mulher é resgatada após 3 dias desaparecida em alto mar. Entenda o que ajudou ela a sobreviver

28/05/2026 às 11:57 Sociedade

Bruna Damaris Sant'anna da Silva, de 26 anos, foi resgatada após ficar à deriva em alto-mar na região de Ilha bela. Ela estava desaparecida depois de sair para um passeio de moto aquática com Dheoge Pereira Bernardino, de 28 anos. Ele segue desaparecido.
Os pescadores que resgataram a jovem de 26 anos que ficou desaparecida por três dias no mar no litoral de São Paulo disseram que a encontraram bastante confusa e pedindo por água.
Pai e filho, Alex Quintino e Allan de Oliveira Quintino dos Santos haviam saído para pescar e seguiam pelo Canal de São Sebastião, quando estranharam ao ver uma pessoa nadando tão longe da costa.
Na hora, se lembraram de terem visto notícias do acidente com a moto aquática em que estavam Bruna e Dheorge. Ao rumarem até o ponto onde uma mulher acenava, ajudaram a retirá-la da água e identificaram Bruna.
"Olha a distância que está ali, a pessoa nadando", começou Alex. "Na hora que puxamos, ela já implorou por água, uma fruta, e ajudamos ela", seguiu Allan.
Segundo o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), Bruna apresentava hipotermia grave, mas estava consciente no momento do resgate. A jovem foi encontrada a cerca de 16 quilômetros da costa, em direção noroeste.
O resgate, após 42 horas à deriva no mar, surpreendeu todos que acompanharam as buscas – até mesmo especialistas em ocorrências do gênero. Nas redes sociais, surgiram centenas de questionamentos, principalmente sobre como foi possível encontrar Bruna ainda com vida.
Josélia Pegorim, meteorologista do Climatempo, afirma que um dos fatores que auxiliou na sobrevivência da mulher é a condição das massas de ar presentes na região. Em alto-mar, as chances de atingir uma hipotermia são altas e, dependendo da condição do ar no momento do acidente, esse quadro pode se consumar ainda mais rápido.
No entanto, apesar da baixa temperatura na região, as condições climáticas desta semana estavam menos agressivas que na semana anterior, o que pode ter facilitado a resistência da vítima. “Embora não houvesse mais a presença de ar de origem polar intenso no começo desta semana, o ar estava frio. Se fosse na semana passada, quando o ar estava mais frio e tivemos chuva frequente no litoral paulista, as condições para o corpo seriam piores”, diz Josélia.
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