Às vésperas da eleição, conflitos entre facções deixam mais de 50 mortos

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A poucos dias das eleições presidenciais na Colômbia, confrontos entre grupos armados rivais provocaram a morte de pelo menos 52 guerrilheiros no sudeste do país. Os combates ocorreram em uma região estratégica para o cultivo e o tráfico de cocaína, aumentando a tensão política e de segurança às vésperas da votação marcada para domingo, 31 de maio.

As mortes foram confirmadas nesta quinta-feira, 28, por uma facção dissidente das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), envolvida diretamente nos confrontos. O episódio é considerado um dos mais violentos registrados nos últimos meses no território colombiano.

Segundo informações divulgadas pelo grupo armado, os confrontos aconteceram na selva do departamento de Guaviare, próximo à localidade de Barranco Colorado, área historicamente marcada pela presença de organizações criminosas e disputas ligadas ao narcotráfico.

Os embates envolveram integrantes de duas facções dissidentes das Farc. De um lado está o grupo liderado por Néstor Gregório Vera, conhecido como Iván Mordisco. Do outro, combatentes ligados a Alexandre Díaz Mendoza, chamado de Calarca Córdoba.

O ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez, confirmou nas redes sociais que houve intensos combates na região. O Exército colombiano também reconheceu a operação militar na área, embora nenhuma das autoridades tenha confirmado oficialmente o número de mortos divulgado pelos guerrilheiros.

De acordo com Sánchez, tropas foram deslocadas para reforçar a segurança local e proteger moradores da região diante da escalada da violência armada.

A agência Reuters informou que não conseguiu verificar de forma independente as 52 mortes relatadas pela facção guerrilheira.

O aumento da violência acontece em um momento delicado para a Colômbia, que se prepara para eleições presidenciais sob forte esquema de segurança. Nos últimos dias, o Exército intensificou a presença militar em diversas regiões consideradas sensíveis devido à atuação de grupos armados ilegais e organizações ligadas ao narcotráfico.

Especialistas apontam que áreas como Guaviare seguem sendo estratégicas para rotas do tráfico internacional de drogas, o que alimenta disputas territoriais entre facções dissidentes e dificulta o controle estatal em partes do interior colombiano.

As eleições deste domingo ocorrem em meio a preocupações crescentes com estabilidade política, segurança pública e fortalecimento de grupos criminosos em regiões afastadas dos grandes centros urbanos.

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