
Monique Medeiros passa mal ao ver imagens do corpo de Henry Borel e deixa tribunal

29/05/2026 às 20:18 Direito e Justiça

A ré Monique Medeiros precisou deixar o plenário do II Tribunal do Júri da Capital, no Rio de Janeiro, após passar mal durante a retomada do julgamento do caso Henry Borel, menino de 4 anos morto em 2021. O episódio ocorreu depois que foram exibidas imagens das lesões sofridas pela criança.
Monique é julgada ao lado do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho. Ambos respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação e fraude processual relacionados à morte do menino.
O mal-estar aconteceu por volta das 10h20, no momento em que o médico-perito Luiz Carlos Leal Prestes, testemunha apresentada pelo Ministério Público, detalhava aos jurados as dezessete lesões externas identificadas no corpo de Henry, além da grave laceração no fígado da criança. As imagens foram exibidas em uma tela dentro do tribunal.

Diante da situação, Monique recebeu atendimento médico e deixou a sessão. Segundo informações do julgamento, ela só deverá retornar ao plenário no dia seguinte.
Durante o depoimento, o perito afirmou de maneira categórica que Henry Borel foi vítima de homicídio por espancamento. O especialista declarou aos jurados que a criança sofreu de maneira lenta e intensa antes da morte.
O médico também rejeitou a versão apresentada pela defesa de que os ferimentos poderiam ter sido provocados por manobras de reanimação realizadas no hospital Barra D’Or ou até mesmo por um acidente doméstico.
Segundo Luiz Carlos Leal Prestes, a temperatura corporal do menino indicava que Henry já havia chegado sem vida à unidade hospitalar, afastando a hipótese de que as lesões tenham ocorrido durante o atendimento médico.
O julgamento segue em andamento no Rio de Janeiro e já ouviu dez das vinte e sete testemunhas previstas. As próximas oitivas incluem o médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva e Leniel Borel, pai da criança.
Depois dos depoimentos, o processo avançará para o interrogatório dos réus e, posteriormente, para os debates finais entre acusação e defesa.
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